25 de jun. de 2011

Drucker e as redes sociais: a verdadeira base da revolução da informação não vem dos dados, mas das pessoas usando dados através da organização.



Drucker e as redes sociais: a verdadeira base da revolução da informação não vem dos dados, mas das pessoas usando dados através da organização.

Essa era uma visão extremamente excêntrica para a década de 90. Nesta década todos acreditavam que a informática geraria uma revolução (por si própria) que transformaria o trabalho do homem de forma a deixar esse próprio elemento (o homem) dispensável. Era essa a visão majoritária na época. Eu vivi esse tempo (sou professor do ensino regular) e presenciei essa visão várias vezes quando fazíamos reuniões de HTPC. O impacto nas organizações era efetivamente 3 vezes maior. Eu acompanhava a literatura de ADM e via que o ambiente não era diferente da escola. As pessoas estavam realmente assustadas com o avanço da informática (leia-se informação) e como ela estava se mostrando uma “destruidora” de empregos. Mas, ai vem Peter Drucker e faz essa afirmação:

“A verdadeira revolução da informação ainda não aconteceu. Ela não terá a ver com TI, computadores ou artefados. Será sobre “fora das organizações. Vai enfatizar mais o I (Informação) do que o T (tecnologia). Para Drucker, o que estava em curso era o desdobrar de uma dinâmica iniciada quando o homem inventou a linguagem. Era algo gramatical”

Ouça o áudio do podcat mp3 sobre essa afirmação

24 de jun. de 2011

Brasil demora a decolar: o porque nossas organizações ainda são lentas na tomada de decisões: Entrevista Revista Época – Martin Sorrell




Brasil demora a decolar: o porque nossas organizações ainda são lentas na tomada de decisões: Entrevista Revista Época – Martin Sorrell

Todos falam que o Brasil era o país do futuro, mas muitos agora parece concordar que esse futuro chegou. Eu sou otimista, mas também sou realista. Nós já vimos esse filme na época do Milagre Brasileiro. Era a mesma euforia e depois tivemos a chamada década perdida com um índice de inflação altíssimo! Não quero jogar água fria na euforia da galera, mas hoje olho para Portugal, Grécia e Irlanda e não tem como não agir com motivação para superar os problemas que eles tiveram e não enfrentaram. Para não termos os mesmos resultados temos que agir de forma diferente e o CEO da WPP fala o que falta as lideranças das organizações brasileiras para superarem os entraves que nos colocam na rota de colisão do fracasso que atropelou nossos colegas portugueses:

“O que vou dizer pode soar como algo preconceituoso. Dirigentes de empresas tendem a ser mais velhos e são conservadores por natureza. As pessoas ficam nervosas com mudanças porque não sabem qual será o impacto delas sobre a sua vida. O tempo médio no cargo de CEO é de 3,5 anos. E os CEOs costumam pensar: porque mudar e me arriscar se eu levei 20 anos para chegar ao topo” 

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Redes sociais e seu desempenho pessoal: como uma coisa esta relacionada com a outra para bem e para mau - Entrevista Época Negócios




Redes sociais e seu desempenho pessoal: como uma coisa esta relacionada com a outra para bem e para mau

Em entrevista a Revista Época Negócios a estudiosa do MIT Sherry Turkle faz afirmações radicais (e esclarecedoras) a respeito do uso das novas tecnologias e principalmente das redes sociais para o nosso desenvolvimento pessoal. E olha que ela não é contra as Redes Sociais, mas sugere que as pessoas façam uma “dieta tecnológica” para terem ganho com as redes sociais e não se encherem de “excesso” de informações inúteis! De fato, ela tem razão! Mas, vamos ver um trecho da entrevista:

“falamos demais nas redes, mas dizemos pouco”

“Não discutimos mais as questões importantes. É mais fácil mandar um e-mail ou um SMS. Agora somos todos adolescentes. Com isso não evoluímos”

Pergunta: Quais são os efeitos das redes sociais?

Resposta: cada vez mais, estamos construindo ideais sobre os outros e sobre nós mesmos. Criamos expectativas nada reais e colocamos isso no Facebook. As redes sociais nos deixam ansiosos. Vivemos a realidade alheia, e todo mundo esta indo a festas, tendo uma vida perfeita. As pessoas são sempre bonitas, bem sucedidas. Passamos a representar. No trabalho, não conseguimos receber mentoria porque não estamos mais nos falando sobre os problemas. Ninguém quer mais mostrar o lado ruim. 

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Fugindo da guerra de preços da padronização: o caso da radical mudança da Irani - Revista Época Negócios



Muitos e muitos (muitos mesmo) negócios naufragam não é porque não “funcionam bem”, mas sim porque funcionam dentro do padrão comum. A regra é simples: se você fizer o mesmo que todos estão fazendo o seu valor é definido somente pelo menor valor”. Ou seja, você entra na famosa guerra de preços onde o consumidor (não vendo diferença o consumidor se pauta pela qualidade no preço). Neste ponto tudo pode funcionar perfeitamente, mas a realidade é que seus lucros serão tão magros que vão te levar gradativamente falência. A Indústria de Móveis Irani saiu da padronização e inovou:

Do cenário tradicional para o cenário inovador : vendia para a Europa e para os Estados Unidos. Agora manda seus produtos  para lugares bem mais complicados, como Balsas no interior do Maranhão, cujo aeroporto mais próximo fica a mais de 400 quilômetros da cidade”

A revolução do canal de vendas: três alternativas: fazer lojas, trabalhar para uma rede varejista ou investir em um site”

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Do nicho à massa - Revista Época Negócios Podcast – Mãe terra quer inverter a lógica



A maioria dos negócios hoje busca sair da massa para encontrar um nicho de negócios específico e atingir maior valor agregado para o seu produto. Todos sabemos que os produtos “natureba” são um nicho de mercado. São um nicho porque esse público se dispõe a pagar mais por um produto diferenciado. Mas, Marília Rocca (empreendedora do negócio Mãe Terra) disse que é possível fazer o caminho inverso:

Essa nova estratégia exige um inovador re-alinhamento do tradicional negócio “natureba”.  Vamos trabalhar os seguintes conceitos neste áudio

- concorrência direta: “ tirar os produtos das gôndolas  de comida orgânica e colocá-los ao lado de concorrentes tradicionais”

- nova logística: “ nove pequenos distribuidores com 18 mil pontos de venda”

- gestão de pessoas: “metas e bonificações, avaliação mensal, criatividade, sabor e consistência dos produtos definem os bônus” 

Ouça o Áudio mp3 - Podcast

21 de jun. de 2011

Como lidar com conflitos entre subordinados: o exemplo do capitão John Miller – resgate do soldado Ryan

Como lidar com conflitos entre subordinados: o exemplo do capitão John Miller – resgate do soldado Ryan

Todos nós já presenciamos situações de conflito. A nossa reação varia muito de acordo com a intensidade do evento e com a relação que temos com os envolvidos, mas o fato é que nenhum de nós sai de uma situação destas sem refletir sobre o assunto. Claro que tem a turma do deixa disso que tem como foco apenas remediar o assunto. Mas, a grande questão que temos que nos ater é aquela que a pergunta clássica nos propõe: como chegamos a esse ponto?

Como chegamos a esse ponto? Essa é a pergunta que deve martelar sua consciência. Neste episódio retratado na figura abaixo (filme o Resgate do Soldado Ryan) o nosso querido capitão John Miller (Tom Hanks) observa tranqüilo a insubordinação aberta se seus homens. Veja bem, uma coisa é você assistir a uma discussão de seus subordinados e outra coisa é você assistir seus subordinados discutirem com uma 9mm na mão um ameaçando explodir a cabeça do outro. Ai vemos como o capitão John Miller é realmente um líder! Na cabeça dele estava martelando essa pergunta: como chegamos a isso? E a resposta era simples para ele:

- Os soldados não aceitaram ainda a missão que lhes foi incubida.

Quando a debates, discussões, contendas e outras coisas mais a resposta é sempre essa: eles não entenderam o porquê de estarmos aqui, o porquê de fazer o que temos feito, de fazermos o que precisamos fazer da maneira como precisamos fazer. É sempre um problema de liderança que envolve duas coisas: comunicação e missão. Precisamos comunicar melhor o que fazemos, porque fazemos e da maneira que fazemos. Mas, nosso capitão John Miller paulatinamente vai resolvendo essa questão e criando uma unidade entre os seus homens e no fim eles acabam (literalmente acabam) trabalhando como uma só equipe (uma irmandade). Então não pense em apenas apaziguar brigas e contendas em sua organização pense nesta questão: como chegamos a esse ponto???


O que é uma estratégia robusta segundo Michael Porter: a questão da tática e da estratégia

O que é uma estratégia robusta segundo Michael Porter:  a questão da tática e da estratégia  

Muita gente confunde tática e estratégia na hora de formular um plano de negócios. Muitos formulam estratégias, mas na prática estão formulando táticas. A estratégia consiste em um plano ousado, original e superior aos que existem no momento em que ele é concebido (estratégias são sempre miraculosas) e tática é justamente o operacional. Nenhuma estratégia, por melhor que seja, pode vir a se tornar realidade sem uma boa tática e pessoas capazes de executá-la. Por isso para pensar em boas estratégia é fundamental pensar em boas equipes de campo (linha de frente). Mas, o que de fato acontece é que a maioria das organizações só tem bons planos táticos (quando tem) e nem assim se atentam para a importância de ter uma boa equipe (gestão de pessoas: treinamento, informação e conhecimento). Ai fica difícil. Vamos ver o que Kotler fala a respeito disso:

“O professor Michael Porter, de Harvard, argumenta que se uma empresa desempenha as mesmas atividades de seus concorrentes, simplesmente um pouco melhor, ela não tem de fato uma estratégia, ela é simplesmente mais eficaz em termos operacionais. Ser operacionalmente excelente não é o mesmo que ter uma estratégia robusta. A excelência operacional pode ajudar uma empresa a vencer por certo tempo, mas outras empresas logo irão alcançá-la ou superá-la. “ – Marketing para o Século XXI 


Organizações e conhecimento: focando-se nos meios ao invés dos fins

Organizações e conhecimento: focando-se nos meios ao invés dos fins

Estávamos acostumados a pensar nos seguintes termos: mudança. É preciso mudar. Organizações e líderes falavam (em muitos ainda falam) de mudança. É preciso mudar para acompanhar nos novos tempos. Mas, em seu livro “Marketing para o século XXI” Philip Kotler vai além ao abordar a questão da mudança. Mudar somente não é o suficiente é preciso ter foco em aprender a ter agilidade para a mudança...

"O ritmo da mudança é tão rápido que a capacidade de mudar tornou-se, agora, uma vantagem competitiva. A capacidade de mudança requer capacidade de aprender. Peter Senge e outros popularizaram o conceito de organização que aprende. Não é de surpreender que empresas como a Coca-Cola, a General Electric nomearam vice-presidentes para lidar somente com o conhecimento, aprendizagem ou capital intelectual. Esses vice presidentes tem a tarefa de projetar sistemas de administração do conhecimento para permitir que a empresa aprenda a lidar com tendências e avanços que afetam os consumidores, a concorrência, os distribuidores e fornecedores"