3 de out. de 2008

Projeto Pibic Parte II - Redes Sociais e Tecnologias de Informação: pensar globalmente agir localmente

O processo de globalização é essencialmente um processo que envolve fluxos. Fluxos de mercadorias, fluxos de informação, fluxo de pessoas e fluxo de consumidores e tendências. As redes são os locais no quais os fluxos circulam. Quanto mais fluxo e mais intenso este fluxo mais lucro é gerado! Ai esta o papel da Logístico como elemento fundamental desta nova era de fluxos! As novas tecnologias ampliaram as redes e, consequentemente, criaram uma nova dinâmica de fluxos nas sociedades contemporâneas daí serem elas o novo motor da economia global: “as redes de organizações sociais não dependem das infovias para existir. Tais recursos, entretanto, potencializam essas redes” (Mance, 1999, p.24).

Para agir no território de maneira eficaz é preciso agir através de uma rede com o intuito de criar um conjunto de fluxos contínuos. A esmagadora maioria das Universidades age de forma vertical (sistemas de informação impessoais, propaganda de massa, marketing mix ), no entanto algumas tem buscado agir e se instalar no território de forma horizontal (sistemas de redes sociais, redes comunitárias) e tem conseguido relativo sucesso em termos de retorno do investimento aplicado.


Segundo Cassino (2008), em entrevista a Revista Ensino Superior, a prática
de desenvolver ações horizontais através de comunidades locais já estabelecidas (associação de moradores, comunidades, jornais de bairro etc) tem se mostrado produtiva na captação de alunos.: “Panfletando de porta em porta ou no carro de som, líderes comunitários se tornam parceiros na divulgação de projetos sociais. As instituições de ensino superior estão dentro do mesmo panorama: investem cada vez mais recursos, tecnologia e capacidade humana na área . Através da criação de redes sociais muitas Universidades tem gerado fluxo de alunos para os seus campus. A Faculdade Pitágoras age horizontalmente praticando marketing direto criando redes através de seus próprios alunos remunerando-os diretamente por isso.
A Faculdade Pitágoras está praticando o melhor receituário dos manuais de marketing: consegue abordar os clientes potenciais individualmente e a propaganda é feita pelos seus próprios alunos. Os cálculos do diretor de Marketing, Rodrigo Lapertosa, demonstram a eficácia da estratégia: ´pelo menos 80 % dos visitantes tentam o vestibular no Pitágoras e metade dos atuais alunos escolheram nossa escola depois de nos conhecer por dentro´. Tradicional anunciante dos veículos de massa, a Faculdade Pitágoras investe percentuais cada vez maiores da verba de marketing nesse contato direto, com uma tendência de redução na mídia convencional. Todos são contratados e remunerados como estagiários, têm metas e recebem bônus nas mensalidades sobre o desempenho, ou seja, sobre o número de alunos matriculados. Muito mais do que simplesmente disponibilizar as escolas para visitas e apenas sugerir confiança na qualidade dos cursos, nós trabalhamos para que o aluno de fato venha, para que ele tenha certeza dessa qualidade ´,
A Faculdade Pitágoras criou fluxos de alunos para seu campus através de redes sociais promovidas pelos seus próprios alunos. Os investimentos em ações hori
zontais (marketing direto: veículos locais e pessoais) se mostram como investimentos mais promissores do que os investimentos em ações verticais (marketing de massa: veículos de massa impessoais). Segundo Carlos Monteiro, as Universidades que mais obtiveram sucesso em seus investimentos em marketing foram as que conseguiram conjugar cultura local com tecnologias de informação: “as escolas que têm obtido sucesso em suas estratégias de marketing partiram para mídias alternativas, como internet e patrocínios” .

Segundo Castells (2
008), a internet hoje figura como base central de expansão de qualquer tipo de rede (e de fluxos) na sociedade contemporânea: “a influência das redes baseadas na Internet vai além do número de seus usuários: diz respeito a qualidade de uso” (Castells, 2008, p.8). Muitas universidades estão inovando usando a conjugação destes fatores para captar mais alunos para os seus respectivos campus.

A compreensão destes fatores geográficos ligados a rede e novas tecnologias proporcionou a direção da Universidade Vila Velha a capacidade de traçar estratégias que combinassem os sistemas técnicos informacionais com ações horizontais levando assim a Universidade a ter grandes fluxos de alunos para o seu campus. O Centro Educacional Vila Velha, que tem seus alunos concentrados nas faixas mais jovens, resolveu investir numa linguagem de comunicação mais próxima deste público, privilegiado o uso da internet. Segundo Cabral os resultados foram excelentes. "Há três anos quando começamos a focar o marketing no publico jovem tínhamos cerca de 3 a 4 mil candidatos no vestibular, hoje são 18 mil e 85% das inscrições são feitas via Web"


As tecnologias de informação são as bases técnicas da criação das redes globais, no entanto elas somente se tornam eficazes quando instaladas na região através das horizontalidades: “as redes são técnicas, mas também são sociais. Elas são materiais, mas também são viventes” (Santos, 1995, p.221). A estratégia do Centro Educacional Vila Velha de promover ações locais (patrocínio) e promover uma rede técnica de acesso a universidade quintuplicou o número de alunos de sua rede. Este é o efeito da combinação entre sistemas técnicos informacionais como a internet e redes sociais baseadas em relações horizontais.

Projeto PIBIC Parte I - Osasco e seu entorno: uma região globalizada em termos educacionais

Pessoal este é a parte I do meu projeto de Pesquisa na Universidade!

A geografia, enquanto disciplina diretamente ligada a dinâmica territorial, tem uma metodologia de análise específica que pode fornecer elementos importantes para traçar estratégias de ação. Esta metodologia de análise, tem como objeto de estudo o espaço geográfico que, dentro da concepção desenvolvida por Milton Santos, é composto por um conjunto indissociável de sistemas de objetos (produtos e empresas) e sistemas de ações (redes socais locais, regionais e globais) que buscam se materializar em um dado território conferindo-lhe um tipo de configuração singular. Desse modo, a geografia teria a função de se ocupar da análise, compreensão e instalação de objetos no território e do sistema de ações que estes produzem. A geografia, neste sentido, seria responsável por compreender as ações sistêmicas globais no lugar. O lugar, neste sentido, seria a dimensão concreta dos processos e estratégias globais.
No mundo da globalização, o espaço geográfico ganha novos contornos, novas características, novas definições. E, também, uma nova importância, porque a eficácia das ações esta estritamente relacionada com a sua localização. Os atores mais poderosos se reservam os melhores pedaços do território” (Santos, 2001, p.79).
Segundo Santos (2001), a globalização planetária tem como alvo o regional e o local: “Num mundo globalizado, regiões e cidades são chamadas a competir e diante de tais regras atuais de produção” (Santos, 2001, p.57). A região de Osasco tem sido considerada como um ponto estratégico das ações globais de empresas nacionais e multinacionais que entenderam a região como um ponto estratégico da criação de suas redes produtivas. De hipermercados (Wal-Mart e Carrefour etc) a grandes corporações da área imobiliária (Rodobens e Camargo Correa) tem buscado se instalar pontos que viabilizem sua ação na região que compreende o Município de Osasco e seu entorno. No entanto, é no setor de educação que a Região de Osasco mostra sua grande vocação para se tornar um dos grandes espaços globalizados do setor de educação.

A pouco mais de uma década o Município de Osasco contava apenas com uma Universidade (Centro Universitário FIEO) de origem local. Todavia hoje conta com novos agentes do setor que migraram de outras regiões do Estado (UNIBAN e UNIP), como também conta com atores ligados a grandes corporações de ensino patrocinadas por grandes bancos de investimentos global tal como o Apollo Group (Grupo de Investimentos Internacional especializado em investimentos no setor de educação controlador da Universidade Anhanguera também presente na região de Osasco).

Ao todo são nove estabelecimentos de Ensino Superior concentrados nesta região geográfica. A região em questão (que compreende o Município de Osasco e seu entorno) tem sido considerada pelas grandes Universidades como fundamental para a criação de uma rede sistêmica contígua dada a privilegiada localização e devido a os diversos fatores regionais. Estas empresas educacionais entenderam que a Região se tornou fundamental para a incorporação de alunos advindos das demais regiões contíguas e, por conta deste fator geográfico regional, buscam, em todas as instâncias (seja normas jurídicas ou estratégias de mercado) se instalar na região e obter hegemonia de mercado. As empresas educacionais locais (UNIFIEO) e as empresas educacionais regionais (UNIBAN, UNIP) como também as corporações globais do setor de educação (ANHANGUERA) competem entre si em busca de ampliar seus mercados que crescem anualmente geradas por fatores ligados a localidade (acesso de trem, acesso marginal, empresas Alphaville, condomínios de Cotia, Condomínios do Parque dos Príncipes, Banco Bradesco etc).

Na medida em que uma região é considerada como estratégica para os agentes globais uma série de ações estratégicas passam a ser implementadas no território a fim de garantir o domínio do mercado por parte dos atores externos. Isso ocorre porque as grandes corporações educacionais globais buscam fazer do regional uma parte de sua rede global. No entanto, estas grandes corporações educacionais internacionais não estão sozinhas nesta empreitada, pois empresas de educação regionais e instituições educacionais locais também buscam desenvolver estratégias para melhor se instalarem na região ora se utilizando de ações verticais (mídia, tv, propaganda, jornais etc) ora utilizando de ações horizontais (comunidade, atividades culturais, intervenções locais).

Todas as ações e estratégias das grandes Universidades regionais envolvem região, redes e tecnologia informacional. De fato, o ganho de mercado por parte das Universidades parece estar diretamente ligado a capacidade das Universidades de combinarem ações horizontais (criação de redes sociais e solidárias) e verticais (criação de redes informacionais e sistêmicas) na busca por captação de alunos. Segundo Santos (1995), as ações verticais são sempre feitas prioritariamente através de sistemas de informação hegemônicos e globais. A publicidade e o marketing massificado são seus elementos chaves: “brigando pela sobrevivência e hegemonia, em função da competitividade, as empresas não podem existir sem publicidade, que se tornou o nervo do comércio” (Santos, 2001, p.40). A esmagadora maioria das Universidades faz suas intervenções na região através de ações verticais que envolvem sistemas de informação massificados.
As instituões de ensino superior do País estão aumentando seus investimentos em marketing que, hoje, correspondem a 10% do faturamento do setor, calculado em torno de R$ 12 bilhões, ou R$ 1,2 bilhão. As informações são da CM Consultoria, empresa de planejamento, elaboração e instalação de novos cursos para escolas superiores, que constatou, numa pesquisa com 56 escolas superiores brasileiras, que o investimento em marketing por aluno saltou de R$ 587,00 em 1997 para R$ 1.394,00 em 2002. (Universia )

Os gastos com intervenções verticais têm mais que dobrado nos últimos seis anos devido ao aumento da concorrência e financeirização do setor.
Segundo Carlos Monteiro, diretor de uma empresa de marketing educacional, tais investimentos ainda são feitos de forma tradicional não levando em conta as mudanças sociais: “apesar de estarem investindo mais em marketing, as escolas ainda estão apegadas aos métodos tradic
ionais, como a concentração dos recursos na época do vestibular” (Universia ). Grande parte delas se utiliza apenas de ações verticais (impessoais e abrangentes, informacionais e ideológicas) com intervalos de tempo padronizados não levando em conta as necessidades educacionais locais que poderia ser utilizadas como pontos de criação de redes de relacionamento entre a Universidade e a comunidade local. Segundo Carlos Monteiro as mudanças geográficas locais tem grande impacto na elaboração do marketing de rede local.

Para Monteiro muitas destas escolas não estão considerando, em suas estratégias de marketing, a nova realidade dos alunos que chegam aos cursos superiores no Brasil. Com a crescente participação da classe C, do público feminino e de alunos acima dos 30 anos - muitos vindos da população economicamente ativa. . "Só para esta parcela de alunos há uma projeção de aumento de 13,8% ao ano de universitários", diz Monteiro. Segundo Monteiro, os investimentos em marketing que não levam em conta as singularidades regionais do público que a instituição visa atender pode certamente será um investimento com baixo retorno.

1 de out. de 2008

Resenha Resumo Pierre Levy "O que é Virtual": Google, Orkut, redes de tecnologia, técnica


Este é um dos primeiros livros que realmente buscam entender o fenômeno “virtual” através de uma analise menos “digitalizada” da internet. Até então somente pessoas do meio digital buscam trabalhar com o conceito de “virtual”, mas o problema é que elas só queriam trabalhar com o conceito de “virtual” e se negavam a trazer o virtual para o “real”. Se entendia, até bem pouco tempo atrás, que estes mundos eram mundos separados se não mundos antagônicos!
O primeiro autor que vai tratar seriamente o conceito dentro de uma ótica real e calcada em padrões acadêmicos (de análise e síntese) é justamente Pierre Levy! Claro que outros autores fizeram esta análise antes dele, mas a maioria destas análises beirava uma apologia ao virtual (dizendo que o mundo seria e não que o mundo seria diferente) ou o tratava como um acontecimento banal e sem importância (a internet é mais um videogame de adolescente). Agora Pierre Levy, é o primeiro que realmente vai se debruçar no assunto e estuda-lo a fundo. Logo no início da obra o autor vai buscar fundo o significado da palavra “virtual”.
A palavra virtual vem do latim medieval virtualis, derivado por sua vez virtus, força, potencia. Na filosofia escolástica e virtual o que existem em potencia e não em ato. O virtual tende a atualizar-se, sem ter passado no entanto pela concretização efetiva ou formal. A arvore virtualmente presente na semente. Em termos rigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real mas ao actual – virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes. (Levy, p.15). Somente com esta definição poderíamos fechar o livro e meditar de fato no conceito da palavra “virtualis”. Apesar da maioria dos internautas ainda compreenderem o virtual em oposição ao real, na prática, a maioria realmente pratica o conceito exposto por Pierre Levy! Incrível! Se analisarmos somente dois fenômenos da internet brasileira e mundial já podemos constatar que realmente o autor trouxe a tona a real definição da palavra virtual.
O youtube representa bem essa “atualização do real”. O site é composto basicamente por vídeos cotidianos do mundo real. Quando não são vídeos são paródias são caricaturas do mundo real. Se os vídeos não representam o real tentam demonstram como poderia ser esse real. Eles tentam atualiza-lo...No orkut ocorre o mesmo fenômeno! As pessoas não buscam o virtual, mas buscam recompor o seu real, atualiza-lo com informações do passado e do futuro. Quantas pessoas não se cadastram na comunidade do colégio onde estudou. Quantas não buscam aquele amigo que não via mais. Aquela ex-namorada, aquele antigo afeto, aquele antigo parente, aquele antigo emprego etc. O passado é resgatado para atualizar o presente...
Todos sabem que a informação esta lá: “O computador e portanto, antes de tudo um operador de potencialização da informação” (Levy, 41). O computador, potencializado pela internet, gera uma potencialização da realidade. Podemos, como um espelho mágico (igual ao do filme homem de ferro - tocar, arrastar, colar) trazer do passado lembranças e informações que não estão mais no nosso campo de ação. De fato, criamos um ambiente desterritorializado: “A economia contemporânea e uma economia da desterritorializacao ou de virtualizacao” (Levy,. 51)
A potencialização da realidade presente nos traz muitos outros benefícios que não o grande beneficio da desterritorialização (eu não preciso estar fisicamente com um ex-colega de sala para ter novamente a amizade dele e nem dispor de tempo, pois trocamos mensagem que ficam registradas), mas me traz também o conceito de que “A arvore virtualmente presente na semente”. Toda mensagem que deixo para um antigo colega meu é potencialmente uma relação de amizade com outro colega. Deixo a mensagem para A e ela fica lá um ano e depois deste tempo um colega C entra na rede do orkut e se depara com minha mensagem e vem atrás de mim criando um novo (ou renova um antigo) elo de amizade . Este novo elo de amizade já existia potencialmente naquela minha mensagem tal como uma árvore existe potencialmente em uma semente.
Na vida virtual quanto mais mensagens (ou rastros como na história de João e Maria que deixavam migalhas de pão) deixamos, mais potencializamos nossa realidade. Por isso o sistema colaborativo onde pessoas criam sistemas de comunicação e troca de informações sem ganhar nada estão se disseminando com tanta força. As pessoas podem não ganhar nada na hora, mas todas sabem instintivamente que o ganho esta lá e vai se manifestar de alguma forma em um futuro de médio ou longo prazo. Por isso elas colaboram e se empenham com afinco. Quanto mais rastros, mais potencialidade. Quanto mais você gastar seu conhecimento na internet, mais ele vai retornar para você:



Ora, os novos recursos chaves são regidos por duas leis que tomam pelo avesso os conceitos e os raciocínios econômicos clássicos – consumi-los não os destrói, e cede-los no faz com que sejam perdidos. 55



Sistemas colaborativos auto-geridos são uma tendência vibrante da internet e eles são trabalhados conceitualmente por Pierre Levy neste livro. Este livro é de 1996, mas mesmo neste período (onde nem se falava de Web 2.0 e muito menos de redes colaborativas) este autor já antecipava o perfil dos grandes magnatas da rede virtual. Hoje, com a ascensão do Google e do Myspace, é fácil afirmar que a internet é (como no tempo em que Microsoft enfrentou a IBM) que o lucro nem sempre esta com quem esta atrás do ouro (os produtores de conteúdo), mas pode estar com quem vende pás e picaretas para explorar as jazidas. Pierre Levy levantou a questão em 1996:



Mas, ao lado da oferta, o novo ambiente econômico e muito mais favorável aos fornecedores de espaços, os arquitetos de comunidades virtuais, aos vendedores de instrumentos de transação e de navegação que os clássicos difusores de conteúdo. 64



A propriedade de um determinado instrumento não seria o ponto de partida para a obtenção do lucro na medida em que o mundo virtual vive de circulação de informações e não de produção de informações. Os grandes“capitães” da internet, afirmou Ley em seu livro, seriam aqueles que facilitassem a circulação em alga escala e de forma altamente organizada. Ora não é isso que o Google faz? Eu sou cliente do google a meia década e nunca paguei um centavo a ele diretamente, de fato eu ganho dinheiro através do Google. Sou cliente do Google por sua capacidade de gerar fluxo e ele “me aceita como cliente” porque eu tenho capacidade de gerar conteúdo. Mas, o poder não esta comigo e sim com ele: Esse aperfeiçoamento se desenvolve em duas direções – passagem de um direito territorial a um direito de fluxo e passagem do valor de troca ao valor de uso” (Levy. 64)



Quantas pessoas iram ler esse artigo em que espaço de tempo? É provável que muitas, em muitos lugares e de muitas formas. O valor de uso deste artigo pode variar e muito: uso acadêmico(citações), uso pessoal (relacionar com a realidade), uso empresarial (novas oportunidades de negócio em rede) etc. Já recebi e-mail de agradecimento ou de negócios com artigos que havia escrito há mais de dois anos em portais que pensei estarem extintos. Mas, o conteúdo circulou e tem valor de uso ainda hoje. Conhecer as diversas linguagens (acadêmica, social e de negócios) que sedeve escrever e a potência do mundo virtual (potencialização do presente) nos permite sempre estar inserido nas mais diversas e complexas instituições.
Três processos de virtualizacao fizeram emergir a espécie humana – o desenvolvimento de linguagens, a multiplicação das técnicas e a complexificacao das instituições. 71



Este artigo pode ser usado por um acadêmico, por alguém que quer conhecer mais sobre a obra de Pierre Levy ou por um pequeno empresário empreendedor. Não posso antever “o que” eles utilizarão do artigo, mas pode antever “como” eles utilizarão. O “como” é mais importante do que “o quê” no mundo virtual. Quando você se cadastra no youtube ele não diz “o quê” você vai postar, mas diz “como” você vai postar, pois ele esta interessando em gerar um padrão de fluxo e criar um valor de uso (como) para o portal e não esta interessado em criar um valor de troca (o quê). Esta é a busca freqüente, e também a maior contradição do mundo virtual: a diversidade de “o quê publicar” gera uma busca frenética de “como publicar”. A diversidade é mola mestra da padronização.



A padronização permite a compatibilidade entre sistemas de informação, sistemas econômicos, sistema de transporte distintos. Ela autoriza deste modo a constituição de espaços econômicos, informacionais ou físicos abertos, de circulação livre cujas figuras salientes (carrões, aviões, computadores) cobrem na verdade um superfície coordenada, flutuante e continua de componentes articuláveis. 89



O padrão é ainda mais necessário quando a diversidade se torna ainda mais exuberante. Ai entram as técnicas para gerenciar todo o volume de conteúdo produzido. Ai entram as técnicas para potencializar o real. Ai entram as técnicas para desterritorializar a informação. Ai estão as técnicas para fazer o emergir o humano dentre os bites (alguém pode ler esse artigo que é uma informação no código binário 0101 e me procurar para conhecer o Ubiratan carne e osso). As técnicas estão são boas? Eu não disse isso! Então as técnicas são ruins? Eu também não disse isso! Vou deixar para Pierre Levy responder:



As técnicas não determinam, elas condicionam. Abrem um largo leque de novas possibilidades das quais somente um pequeno numero e selecionado ou percebido pelos atores sociais. 101



As técnicas não determina, mas elas condicionam. Eu sou condicionado a escrever este texto em uma planilha de Word (ou equivalentes). A técnica esta me condicionando no “como” eu escrevo, mas não me condiciona no “o quê escrevo”. Eu sou livre para fazer isso! Digo como habitante do mundo ocidental (excluindo-se Cuba) e da América Latina! Artigos sobre Pierre Levy escrito em Word tem milhares, mas minha inovação esta no “o quê escrevo” e é neste ponto que crio um centena de oportunidades. Percebendo o poder do virtual podemos concretizar muitas coisas no mundo real! Mas, como ele bem diz: “um pequeno número e selecionado ou percebido pelos atores sociais”. É PRECISO AMPLIAR ESSE NÚMERO...



Por isso temos que criar nos alunos uma “cultura de acesso” que venha a ter clareza de suas ações no mundo virtual que é um tremendo potencializador de realidades. Esta é a lição que fica de Pierre Levy...




30 de set. de 2008

Resenha Resumo Gestão de Pessoas Chiavenato Capítulo III - Parte I: Planejamento Estratégico da Gestão de Pessoas – Parte I

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Este capítulo é crucial para a compreensão de uma organização moderna! Por isso vou dividi-lo em partes. Em geral as pessoas pensam que uma empresa é resultado de um contrato contábil e de um registro na prefeitura, mas não é assim: “as organizações não existem no vácuo. E nem funcionam ao acaso”. (p.49)

Uma organização tem um objetivo principal que não é a geração de lucro. A geração de lucro é conseqüência direta deste objetivo. Uma organização tem uma missão e o comprimento desta missão gera lucro. A Microsoft tem a missão de criar compatibilidade entre meu computador e o seu (sistema Windows) e ela é remunerada por isso (nós compramos e usamos os produtos dela), mas na medida em que esta missão começa a ruir (nós usamos mais a internet como sistema interativo do que o nosso HD) os lucros da Microsoft começam a ficar menores até o dia em que não vamos mais querer remunera-la por isso e ai vem a falência.
O objetivo de uma organização é prestar um serviço e ser remunerada por isso. Não é o contrário: ser remunerada porque presta um serviço. Esta frase é de Peter Drucker. Vou explicar: uma empresa oferece um produto para a sociedade e na medida em que a sociedade entende que esse produto é útil ela remunera este serviço ou produto. O exemplo da Microsoft revela bem isso. Não é porque ela criou o Windows que ela tem lucro, mas é porque nós entendemos que o Windows é útil para nós que a Microsoft tem lucro. A missão da Microsoft define o grau e a intensidade que ela tem lucro. Neste capítulo do livro Gestão de Pessoas do Chiavenato ele diz que uma empresa tem que responder a três questões para definir sua missão:

Quem somos nós? O que fazemos? E por que fazemos o que fazemos?

Quem somos nós é a pergunta chave. Quando a Microsoft foi criada todos que nela trabalhavam sabiam quem eram: eram os nerds que iriam levar o computador para as residências (criar sistemas fáceis e compatíveis para todos os leigos pudesse usar, pois até o Windows computador era coisa para especialistas e não para pessoas comuns). Eles se achavam revolucionários. E o que eles faziam: “faziam justiça social na medida em que queriam socializar o computador. Queriam levar o computador até as camadas “inferiores” da sociedade”. E por que fazemos isso: “porque acreditamos que a sociedade avançará muito mais rápido quando as pessoas tiverem acesso ao computador”. Essas perguntas estão estampadas no livro de Bill Gates chamado “Estrada para o futuro”. Era a missão da Microsoft: produzir igualdade digital
...

Mas, acontece que no meio da missão tinha um monte de dólares (no meio do caminho tinha uma pedra) e a missão da empresa se perdeu. Isso acontece muito no meio empresarial: “muitas organizações bem sucedidas estão continuamente atualizando e ampliando sua missão” (p.50). Isso não só para o bem, mas também para o mal. Em um determinado momento a missão da Microsoft passou a ser: vamos criar um padrão e um monopólio. Queremos ser portal do mundo digital. Todos terão que vir até nós e pagar para nós...

O Windows que era uma porta para a democracia digital se tornou um monopólio (ditadura) do mundo digital. Todos fomos “obrigados” a dar reverencia ao nosso Windows libertador (que se tornou um ditador). O monopólio corrompe, monopólio absoluto corrompe absolutamente. Na medida em que uma empresa é bem sucedida na criação de um produto (que é resultado de uma missão) ela tende a se apegar a ele e não largar mais. A Microsoft não quis abrir mão do Windows da mesma forma que a Ford não quis abrir mão do Ford T. Na medida em que ela ganha muito dinheiro com algo ela tende a acreditar que sempre vai ganhar dinheiro com este produto e vai barrar qualquer ação externa que diga o contrário: é a galinha dos ovos de ouro. Enquanto pode a Microsoft barrou toda a iniciativa que pudesse colocar o Windows em perigo até a chegada de um novo modelo de negócios: o Google.

Somente um novo modelo de negócios pode colocar em cheque a missão de uma empresa e levá-la a rever sua visão estratégica. A Microsoft hoje reconhece que sua missão (levar o computador a cada residência, levar o computador a cada cidadão) não é mais revolucionaria na medida em que as pessoas não querem só computador, mas querem acesso a internet. Elas querem não somente a máquina, mas querem o que ela pode proporcionar: conhecimento, informação, entretenimento, diversão etc. A visão de futuro da Microsoft (que era baseada em sua missão) foi para o vinagre. As pessoas não querem computador somente, elas querem internet. E neste sentido a visão do Google (organizar a informação da internet para o público leigo) é mais adequada e mais lucrativa. As pessoas vão estar mais predispostas a pagar por informação organizada do que por um sistema windows.

A visão de uma empresa deve estar em sintonia com a evolução da sociedade. Não adianta ser uma missão linda e bem intencionada se as pessoas não sentirem utilidade nela e para elas. Chiavenato dá exemplo da missão da Sony: “elevar a cultura japonesa e o status nacional”. Isso faz sentido para um japonês para não para mim. Eu não sou japonês. Se a Sony quer ser uma empresa global tem que ter uma missão global e não uma missão de japonês. A minha geração comprou produtos da Sony, mas geração atual compra Ipod. A minha geração queria mobilidade, mas a geração atual quer mobilidade e estilo...Não por acaso a Sony atravessa uma crise sem precedentes!

Os chamados “objetivos organizacionais” são dados pela conjugação entre missão e visão. A missão é o que somos e o que queremos fazer e a visão é o que podemos fazer diante do que nos é dado (ou será dado em um futuro próximo). Veja a missão da Apple era fazer os melhores produtos na área de computadores. Ela conseguiu, mas não conseguiu fazer sua visão de mundo prevalecer. As pessoas gostavam (e gostam) dos produtos da Apple, mas eles são muito caros. A Apple cresceu, mas não no ritmo que ela tinha de si mesmo: não no ritmo de sua visão.

Depois de idas e vindas ela conseguiu desenvolver sua missão e sua visão de mundo ligando se a internet. Agora a missão é clara: desenvolver os melhores produtos para o mundo digital. A visão de mundo da Apple hoje é uma visão de mundo em rede para pessoas da rede. A HP é uma boa marca, mas não é uma marca do mundo digital. A Apple é uma boa marca e uma marca do mundo digital. Ela desenvolveu produtos para o mundo digital dos quais os mais famosos são o Ipod e o Iphone. Estes são dois produtos essencialmente em rede! O Itunes é o centro nervoso deste novo sistema integrado e voltado para a rede da web. A Apple conseguiu sintetizar a cultura da rede e se prevalecer dela mesmo antes do Goolge fazê-lo.

Depois vou trabalhar o conceito de estratégia Organizacional na parte II desta resenha...Mas, para descontrair vou deixar vocês com esse vídeo muito legal que representa essa luta de missão e visão entre Microsoft e Google!
Como todos sabem um dos temas do meu Blog é Gestão de Pessoas. Entendo que este tema é fundamental tanto para a área de empreendedorismo e para corporações tanto quanto é importante para a área de educação e gestão educacional. Alias, a vanguarda destas ações deveria ser das escolas e universidades antes que das empresas e corporações multinacionais. Mas, enfim, vamos ao tema.

A cada semana foi publicar uma resenha-resumo do livro do Idalberto Chiavenato chamado "Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações". Esta semana vou começar com a Parte I que tem como título “Os novos desafios da Gestão de Pessoas”. Como vocês devem saber o livro do Chiavenato tem 455 páginas. Ou seja, é um calhamaço enorme! Hoje vou falar sobre o Capítulo I: “Introdução a moderna gestão de pessoas”.



Acesse as aulas completas e de graça: www.ubiratangeo.com.br













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29 de set. de 2008

Radioblogtv: links para baixar vídeos

Todos os links abaixo contém players de áudio que contém o conteúdo das aulas para ouvir. 


Aula 1 – GP – A grande questão da moderna Gestão de Pessoas: desenvolver pessoas

Aula 2 – GP – Porque Organizações Inovadoras investem em Gestão de Pessoas?

Aula 3 – GP – A necessidade de superar os conflitos entre funcionários e organização: a idéia do ganha-ganha

Aula 4 – GP – Como gerar um novo contrato entre pessoas e organização: objetivos organizacionais e objetivos pessoais

Aula 5 – Gestão de Pessoas envolve toda a organização: do modelo de negócios aos recursos humanos

Aula 6 – Gestão de Pessoas : integrando e motivando os parceiros da organização

Aula 7 – Gestão de Pessoas: as pessoas como parceiros da organização

Aula 8 – Gestão de Pessoas- das pessoas como recursos para as pessoas como parceiros

Aula 9 – Gestão de Pessoas – Transformando o papel do RH dentro da organização

Aula 10 – Transformando o RH (Recursos Humanos ) em ARH (Administração de Recursos Humanos)

Aula 11 - Transformando o RH (Recursos Humanos ) em ARH (Administração de Recursos Humanos): motivação e satisfação no trabalho

Aula 12 - Transformando o RH (Recursos Humanos ) em ARH (Administração de Recursos Humanos): qualidade de vida e Meio Ambiente (desenvolvimento sustentável)

Aula 13 – Os seis processos básicos de Gestão de Pessoas: agregar pessoas e aplicar pessoas

Aula 14 – Os seis processos básicos de Gestão de Pessoas: processo de recompensar pessoas e processo de desenvolver pessoas

Aula 15 – Os seis processos básicos de Gestão de Pessoas: processo de manter pessoas e o processo de monitorar pessoas.

Aula 16 – Gestão de Pessoas é uma nova forma de abordagem: equipes multidisciplinares

Aula 17 – Gestão de Pessoas: criando um ambiente dinâmico e competitivo através da Gestão de Pessoas

Aula 18 – Gestão de Pessoas: para enfrentar o novo cenário competitivo no mercado globalizado é preciso alterar a estrutura tradicional de organização que é da década de 1950

Aula 19 – Gestão de Pessoas: a evolução do modelo organizacional centralizado para o modelo descentralizado até a década de 1990 – enfatizando a comunicação

Aula 20 – Gestão de Pessoas: o modelo organizacional do século XXI – a ênfase na circulação da informação para a geração de conhecimento.

Aula 21 – Gestão de Pessoas: a diferença entre Gestão de Pessoas do século 21 para o RH do século 20


Resenha do livro Gestão de Pessoas Chiavenato

O DRH da Brasil cosmopolita S.A

“a necessidade de se intensificar a aplicação de seus conhecimentos, habilidades e destrezas indispensáveis à manutenção e competitividade do negócio”

O contexto da Gestão de Pessoas

“até pouco tempo atrás, o relacionamento entre pessoas e organizações era considerado antagônico e conflitante. Acreditava-se que os objetivos das organizações – como lucro, produtividade, eficácia, maximização da aplicação de recursos físicos e financeiros, redução de custos – eram incompatíveis com os objetivos das pessoas – como melhores salários, conforto, trabalho. A solução empregada era a do tipo ganhar-perder.

O conceito de gestão de pessoas

Nos tempos atuais, as organizações estão ampliando a sua visão e atuação estratégica. Todo processo produtivo somente se realiza com a participação conjunta de diversos parceiros, cada qual contribuindo com algum recurso. Os fornecedores contribuem, os acionistas e investidores, os empregados, os clientes e consumidores.

O ARH hoje

Não se pode imaginar a função do RH sem se conhecer os negócios da organização. Cada negócio tem diferentes implicações na ARH. O principal objetivo desta é ajudar a organização a atingir suas metas, objetivos e realizar sua missão.

1 – ajudar a organização a alcançar seus objetivos e realizar sua missão
2 – proporcionar competitividade à organização
3 – proporcionar a organização empregados bem treinados e motivados
4 – aumentar a auto-atualização e a satisfação dos empregados no trabalho
5 – desenvolver e manter a qualidade de vida no trabalho
6 – Administrar a mudança

Os processos de Gestão de Pessoas

1 – processos de agregar pessoas
2 – processos de aplicar pessoas
3 – processos de recompensar pessoas
4 – processos de desenvolver pessoas
5 – processos de manter pessoas
6 – processos de monitorar pessoas


Todos os links abaixo tem players de áudio que contém o conteúdo das aulas! Só clicar e ouvir as aulas! 


Aula 1 – GP – A grande questão da moderna Gestão de Pessoas: desenvolver pessoas

Aula 2 – GP – Porque Organizações Inovadoras investem em Gestão de Pessoas?

Aula 3 – GP – A necessidade de superar os conflitos entre funcionários e organização: a idéia do ganha-ganha

Aula 4 – GP – Como gerar um novo contrato entre pessoas e organização: objetivos organizacionais e objetivos pessoais

Aula 5 – Gestão de Pessoas envolve toda a organização: do modelo de negócios aos recursos humanos

Aula 6 – Gestão de Pessoas : integrando e motivando os parceiros da organização

Aula 7 – Gestão de Pessoas: as pessoas como parceiros da organização

Aula 8 – Gestão de Pessoas- das pessoas como recursos para as pessoas como parceiros

Aula 9 – Gestão de Pessoas – Transformando o papel do RH dentro da organização

Aula 10 – Transformando o RH (Recursos Humanos ) em ARH (Administração de Recursos Humanos)

Aula 11 - Transformando o RH (Recursos Humanos ) em ARH (Administração de Recursos Humanos): motivação e satisfação no trabalho

Aula 12 - Transformando o RH (Recursos Humanos ) em ARH (Administração de Recursos Humanos): qualidade de vida e Meio Ambiente (desenvolvimento sustentável)

Aula 13 – Os seis processos básicos de Gestão de Pessoas: agregar pessoas e aplicar pessoas

Aula 14 – Os seis processos básicos de Gestão de Pessoas: processo de recompensar pessoas e processo de desenvolver pessoas

Aula 15 – Os seis processos básicos de Gestão de Pessoas: processo de manter pessoas e o processo de monitorar pessoas.

Aula 16 – Gestão de Pessoas é uma nova forma de abordagem: equipes multidisciplinares

Aula 17 – Gestão de Pessoas: criando um ambiente dinâmico e competitivo através da Gestão de Pessoas

Aula 18 – Gestão de Pessoas: para enfrentar o novo cenário competitivo no mercado globalizado é preciso alterar a estrutura tradicional de organização que é da década de 1950

Aula 19 – Gestão de Pessoas: a evolução do modelo organizacional centralizado para o modelo descentralizado até a década de 1990 – enfatizando a comunicação

Aula 20 – Gestão de Pessoas: o modelo organizacional do século XXI – a ênfase na circulação da informação para a geração de conhecimento.

Aula 21 – Gestão de Pessoas: a diferença entre Gestão de Pessoas do século 21 para o RH do século 20



Esse pacote contém aulas baseadas no livro de Idalberto Chiavenato “Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações” – Editora Campus 8 Tiragem 1999. O pacote contém 17 aulas que são compostas de arquivos de áudio mp3 e slides de powerpoint. São arquivos independentes (áudio é separado dos slides). As aulas estão separadas por capítulos e abaixo contém a descrição completa mais o tempo de cada aula.
Todos os arquivos serão enviados por e-mail em até 24 horas da confirmação do pagamento pelo site!! 

01 GP CHI - Introdução a moderna GP (1 hora e 40 minutos)
02 GP CHI - GP em um ambiente dinâmico (1 hora e 30 minutos)
03 GP CHI - Planejamento Estratégico da GP (1 hora e 59 min)
04 GP CHI - Recrutamento de Pessoas (1 hora e 8 minutos)
05 GP CHI -Seleção de Pessoas (1 hora e 19 minutos)
06 GP CHI - Orientação das pessoas (1 hora e 13 minutos)
07 GP CHI - Modelagem de Cargos (1 hora e 20 minutos)
08 GP CHI - Avaliação de desempenho (46 minutos)
09 GP CHI - Remuneração (54 minutos)
10 GP CHI - Programas de Incentivos ( 51 minutos)
11 GP CHI - Benefícios e Serviços (31 minutos)
12 GP CHI - Treinamento (1 hora e 6 minutos)
13 GP CHI - Pessoas e organizações (1 hora e 22 minutos)
15 GP CHI - Higiene, Segurança e qualidade de vida ( 1 hora)
16 GP CHI - BD e Sistemas de Informação de RH (50 minutos)
17 GP CHI - O futuro da gestão de pessoas (30 minutos)

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