14 de ago. de 2009

Semana de Palestra na Radioblogtv: “Escritores da Liberdade versus Entre os muros da Escola”

A palestra vai ser no meu computador. Isso mesmo! Você vai receber um convite (uma senha) na qual (incrivelmente) vc vai ter acesso a tela do meu computador e vai assistir a palestra ai do seu micro. Este sistema não requer um supercomputador, mas requer banda larga. O convite esta aberto e o tópico da palestra é esse:
Ficha do Evento

Título do Evento: Escritores da Liberdade versus Entre os muros da Escola: a questão da visão de mundo no cotidiano educacional brasileiro

Pequeno Comentário sobre o Evento :

Uma palestra prática e objetiva sobre estas duas visões sobre educação escolar: francesa e norte-americana. O professor é só um agente mediador e passivo que não deve interferir na visão de mundo do aluno (visão francesa) ou ele é um agente mediador ativo que interfere nesta visão de mundo quando ela ameaça a sobrevivência do aluno e da sociedade como um todo. A palestra traz a você professor esse debate!

Tópicos :

Ponto número um: análise do filme “Entre os Muros da Escola”
- professor é aquele que não pode trabalhar em outra atividade?
- professor como pessoa frágil e confusa
- professor sem objetivo claro e definido quanto a educação ministrada?
- professor deixa para os alunos a decisão sobre o sentido do conteúdo?

Ponto número dois: análise do filme “Escritores da Liberdade”
- professor é aquele que escolhe ser professor
- professor como alguém decidido e consciente de seus valores sociais
- professor com o objetivo claro de mudança social (não somente de notas)
- professor conduz a todo o momento o sentido social do conteúdo.

Abertura para Debate: 30 minutos

Data do Evento :

18 de agosto de 2009

Horário : 09:00 as 10:30

Carga Horária : 1:30

Preço : 15 reais
inscrições: radioblogtv@gmail.com

13 de ago. de 2009

Parte III Palestra: "Entre os muros da Escola" versus "Escritores da Liberdade": temos que sair do conteudismo para a realidade social

O papel do professor é disseminar a civilização! Como estamos na sociedade ocidental burguesa o nosso papel é esse. Não é ensinar a submissão, mas ensinar como funciona a sociedade capitalista ocidental capacitando esses alunos a adentrar neste sistema com o mínimo de conhecimento para auferir vantagem de todos os recursos disponíveis. Temos um Estado (pode ser falho, mas esta ai e é extremamente útil), temos uma Nação (uma cultura banhada em sangue negro e índio, mas uma nação unificada por uma língua e uma história comum) e temos um esboço de um sociedade civil organizada. Isso é uma tremenda vantagem.

Não temos um diálogo como este que aparece neste trecho do filme “Entre os muros da Escola”, mas temos trechos de diálogos do tipo “vou roubar” ou “ou vou traficar” ou “vou matar” dentro da sala de aula. Precisamos tomar posição em relação ao valores que constituem a nossa sociedade. Mas, antes de censurar ou falar mal dos alunos precisamos lhes dar escolha. E é isso que a professora do filme “Escritores da Liberdade” faz. Ela toma posição e diz que aquela cultura propagada por eles não vale nada e que existe um outro caminho. Ela não faz isso somente com conselho, mas com uma visão firme e apurada da realidade que ela vive. Ela não valoriza o que não cabe na nossa sociedade civilizada. É um confronto de valores onde ela já escolheu seu lado: o lado da sociedade civil organizada e pacífica.
Veja que eles não sabem em que tipo de sociedade vivem. Eles só conhecem a pior parte da sociedade e, pior, acham que este é o único lado da sociedade. Daí suas ações! O caminho para implementar um novo ritmo de cultura e ensino dentro do universo escolar é o empreendedorismo. É preciso disseminar o empreendedorismo dentro do universo escolar!

Palestra II - Filme "Entre os muros da Escola" versus "Escritores da Liberdade": a visão francesa versus a visão norte-americana de educação

Essa crise de identidade do professor não é uma tendência global, apesar das mudanças e dos desafios que tem gerado ela serem realmente mundiais. É preciso entender que a nossa sociedade burguesa passa por transformações profundas e estruturais. Ponto um: certo! Mas, a maneira como diferentes sociedades encaram a crise é o diferencial. A sociedade francesa (e toda a nossa nata universitária (diga-se USP) tem essa tendência e descendência da escola francesa) tem uma maneira muito dúbia de encarar a crise escolar. Neste filme “Entre os muros da escola” vemos como os professores oscilam entre rejeitar abertamente os imigrantes pobres (o desabafo do professor no vídeo anterior) e acolhe-los como vítimas de um sistema social injusto.

Esses professores perderam o sentido de “Estado-Nação” e do papel que escola tem dentro da construção deste organismo. Deixam as nacionalidades rodarem soltas e falta de identificação com a França (com sua cultura e território) correr solta. Estas crianças não sabem o que “é ser francês” e nem o que é ser “argelino”, “marroquino”, “angolano” porque os pretensos nacionalismos que esses alunos propagam só existe em teoria. Seus países de origem nem tem uma identidade nacional formada ainda porque vivem em Guerra Civil (tribos e mais tribos diferentes). Agora o que temos na sociedade norte-americana. Uma professora que toma posição em defesa de uma nação. Ela questiona a pretensa nacionalidade deles! No pretenso nacionalismo e do pretenso “povo que eles pertencem”. Ela é branca e da elite, assume isso e assume o seu papel de “civilizar” aquelas populações! Isso sim é postura de um professor da modernidade!

Palestra Parte I - "Entre os muros da escola": professores com crise de identidade

Os professores estão enfrentando uma crise de identidade! Mas, essa crise é realmente grave porque ela esta minando a própria função primordial do professor: propagar um ideal de civilização. Ora, o papel do professor, dentro da modernidade, sempre foi o de vanguarda em termos de cultura e civilidade. Este foi o encargo que a burguesia deu ao professor. Seu papel era trazer o camponês para a vida urbana. Era ensinar os rudimentos de uma sociedade capitalista, nacionalista e burguesa ação esta que não poderia ser realizada somente no lar (em muitos casos ela era sabotada e por isso mesmo a obrigatoriedade da escola e do serviço militar nas sociedades menos avançadas em termos de aburguesamento) .

Mas, ultimamente os professores tem se queixado disso. Se queixam que os alunos “não são civilizados” o suficiente para estar na escola. Esse filme “Entre os muros da Escola” é um retrato claro desta confusão de mente que se tem instalado na cabeça da grande maioria dos professores. Os professores de escola particular enfrentam a “mercantilização do ensino” (que também não é um ponto tão grave em se pensando que o tutor (antigo professor burguês) era um empregado da casa e era pago literalmente para dar os primeiros rudimentos dos filhos das famílias burguesas ao mundo) é um antepassado do professor contemporâneo na sociedade burguesa. Os professores precisam assumir essa função de civilizar os “bárbaros” das fronteiras periféricas. Sempre foi a realidade histórica do magistério. Esse "ar de questionamento filosófico e existêncial" da sociedad francesa não é nada benéfico para a nossa realidade sócio-educacional.

12 de ago. de 2009

Palestra Educação: Liderança em Sala de Aula do choque de culturas a integração sócio cultural

Nunca se poderá estabelecer uma posição de liderança na relação ensino-aprendizagem somente através de conteúdo. O grande ponto da liderança é a cultura. É preciso que o professor tenha uma percepção apurada a respeito da cultura. Hoje o mundo vive uma crise de valores que tem criado subculturas que mais confundem do que esclarecem. A cultura do consumo é uma delas. Nem Alexandre o Grande abriu mão do poder da cultura, apesar de todo o seu aparato bélico, e porque os professores abrem mão disso? Porque os professores insistem em trabalhar somente o conteúdo?

Porque não querem trabalhar a visão de mundo? Os alunos declararam guerra a cultura escolar (como ela é hoje) e isso pode ser visto abertamente na internet em sites de relacionamento como o Orkut. E os professores? As corporações não desprezam a questão cultural. Aliás, hoje mais do que nunca dão importância a ela através da chamada “gestão de pessoas” que deveria ser um tema trabalhado em sala de aula e no universo escolar antes mesmo que nas corporações.




Palestra Aulavox: “Liderando equipes perdedoras: seja quente ou frio, jamais morno”

Esta vai ser uma palestra que vou realizar na Aulavox na semana do dia 24 de agosto. Vai ser uma palestra com base no filme “Somos Marshall” mais vai envolver mais casos práticos! Gosto muito de casos práticos. Todos falam de liderar equipes e dão ênfase no papel do líder como se não importasse a qualidade da equipe que esse líder iria dirigir. Daí a idéia de pegar casos críticos como os apresentados abaixo. Casos como o de Júlio César e a história do "queimar os navios para impedir a retirada de seu próprio exército" e sua passagem pelo Rubicão! Ahh, mas isso é um caso histórico! Então ótimo, vamos falar de futebol!

Vamos ver o caso do técnico Rinus Michels que pegou uma seleção sem tradição, sem jogadores excepcionais e sem estrelas mundiais e conseguiu chegar até a final da Copa do Mundo mudando radicalmente a estratégia de jogar futebol! E depois temos também o processo de recrutamento e formação das equipes! Como isso ocorre? De que forma fazer? Temos um fantástico exemplo tanto no filme “Somos Marshall” como na história da criação da Microsoft onde líderes tomaram uma posição radical para confrontar situações difíceis e inovaram na forma de recrutamento e formação do “purê de batata” de suas respectivas equipes (que eram desestimuladas e iriam rapidamente se tornar perdedoras) para as tornara equipes vencedoras.



Palestra Aulavox: “Liderando equipes perdedoras: seja quente ou frio, jamais morno


- O primeiro passo da escalada: esgote as saídas tradicionais para ter certeza de que a única certeza é ser radicalmente inovador


Casos práticos de liderança radical: Júlio César e o Rubicão e Rinus Michels técnico da seleção Holandesa de 1974 (o Carrossel ou a Laranja Mecânica)


- A última parada da escalada até o topo: inove no processo de recrutamento da sua equipe e transforme sacos de batata em purê de batata


Casos práticos: filme “Somos Marshall” (Universidade Marshall) e Início da criação da Microsoft (Bill Gates).


Vídeo sobre o Carrossel Holandês

Um dos maiores times da história de Futebol Mundial.A Holanda de 1974, foi sem dúvida, umas das maiores injustiças, que só o futebol pode cometer,como em 82 com a nossa seleção,onde o melhor não venceu.Um futebol espetacular,lindo,com arte e simplicidade ,nos quais os jogadores correm em direção a bola todos ao mesmo tempo.Demais.não deixem de ver..São os verdadeiros Campeões.



11 de ago. de 2009

Para ser líder é preciso pensar em servir: o desafio de negar a si mesmo

Cara não tem desafio maior do que pensar em termos de alteridade:

Alteridade (ou outridade) é a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e interdepende de outros indivíduos. Assim, como muitos antropólogos e cientistas sociais afirmam, a existência do "eu-individual" só é permitida mediante um contato com o outro (que em uma visão expandida se torna o Outro - a própria sociedade diferente do indivíduo). Dessa forma eu apenas existo a partir do outro, da visão do outro, o que me permite também compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, partindo tanto do diferente quanto de mim mesmo, sensibilizado que estou pela experiência do contato.
Pensar o mundo a partir da perspectiva do outro já é um desafio, mas pensar o mundo a partir da perspectiva do outro e desenvolver um produto (ou serviço) para ele é um exercício mais do que sul real. Eu tenho contato com muita gente, com muitas necessidades, com muito desejo de aprendizagem. E é, ai que aparecem nossos preconceitos e limitações. Sou professor entendo muito sobre preconceito e intolerância. E veja que é interessante a natureza das coisas. Pessoas egoístas não podem ser inovadoras, pois elas não conseguem pensar com base na alteridade. Ela não pode pensar no outro porque só pensa em si mesmo. Mesmo que ela tenha um bom produto ela não consegue vender de maneira eficiente. É um princípio natural das coisas...rs

10 de ago. de 2009

Trabalhando ainda no Seminário Somos Marshall e a Estratégia do Oceano Azul

Ainda estou trabalhando na formatação do Seminário A Estratégia do Oceano Azul. Vejo que dá para trabalhar bastante junto como o filme Somos Marshall! Muito bom o filme! Ainda estou trabalhando nisso! Criar metodologias de trabalho é trabalhoso, mas também estímula incrívelmente nossa capacidade de convergir elementos comuns de formatos diferentes! Como livro e vídeo, texto e imagem, som e diálogo! Muito legal!