17 de jul. de 2009

Gestão de pessoas e liderança de desempenho: o que o dinheiro não pode comprar???

Geralmente esta é uma questão que se faz: o que o dinheiro não pode comprar? Neste mundo quase tudo, mas quase não é tudo. Quando vemos a competitividade entre pessoas em uma corporação imaginamos que tudo aquilo é por dinheiro, isso em parte é verdade. A outra parte é que muitos brigam por reconhecimento. Poucos são aqueles que aceitaram receber sem ter os “louros da vitória”. É uma coisa do homem: ele quer ser reconhecido...

Uns querem reconhecimento para seu próprio ego, outros querem se fazer reconhecer para mostrar um caminho melhor para condução das coisas, outros querem um mundo (ou ambiente melhor) melhor outros ainda querem que as coisas sejam simplesmente feitas de maneira correta. Há varias motivações atrás das ações cotidianas, mas posso assegurar que a mais frágil de todas é a motivação advinda do dinheiro. Essa é passageira e frágil porque é algo que quando se conquista perde o valor diferente da motivação pessoal. Olha o que Jim Collins diz:

Os lideres excepcionais nunca são movidos por remuneração. Eles querem construir algo grande. Você não perguntaria a Beethoven se ele escreveu uma bela sinfonia em troca de dinheiro nem a F. Scott Fitzgerald se ele escreveu o Grande Gatsby pensando no quanto poderia ganhar. Um líder cria uma grande empresa, escreve um grande livro ou compõe uma sinfonia porque ele é movido para fazer isso. A idéia de que podemos motivar pessoas por meio de remuneração é verdade para medíocres, não para os grandes – eles são movidos por uma força interna. Eles são estranhamento compulsivos, neuróticos, paranóicos, intensos. As empresas tem de ter uma remuneração que mantenha essas pessoas – o que é bem diferente de incentivos. (Revista Exame, Gestão para novos tempos)

O interessante é que ele tem razão, mas ainda hoje as pessoas são atraídas pelas organizações por salários e benefícios e não pela visão que a empresa tem (ou pela missão e valores). Isso ainda é confuso para a maioria das pessoas. É diferente em relação a política! Você entra em partido político adotado a visão de mundo daquele partido e não quantas cadeiras ele quer no parlamento (claro que muitos partidos depois que se consolidam e se tornam tradicionais é isso que conta). Veja o caso dos comunistas na Europa, na América Latina e na Ásia. Ninguém estava pensando em cadeiras ou nas mordomias do poder público. Eles estavam pensando em uma nova sociedade...

E porque ainda não conseguimos trazer isso para as corporações?? Porque, é como ele mesmo diz, o principal fator de contratação (e de atração) ainda é o salário e os “canudos” que o camarada tem. Dificilmente uma empresa faz uma entrevista com base na compreensão que o candidato tem da missão e visão da corporação que visa contratá-lo. Geralmente a missão e os valores são passados depois que o camarada é contratado! Por isso as empresas ponto.com tem um crescimento muito mais rápido do que as corporações tradicionais porque nelas (principalmente no inicio) o camarada não entra sem ter a clara a visão da empresa. Pegue um Google da vida e seja o como é intenso (e como vai por varias cadeias) o processo de contratação!

Gestão para novos tempos: a estrutura organizacional ainda é frágil e ditatorial

Jim Collins coloca uma questão que é mais do que evidente para todos, menos para os teóricos organizacionais: “na maioria das empresas o principal executivo é praticamente um ditador – para o bem e para o mal (não sei o que ele quis dizer com isso?? Todas as ditaduras são péssimas, seja de direita ou de esquerda, política ou corporativa). É ele quem detém o poder, não o conselho. Se a companhia tiver um problema e os acionistas chiarem, ai o conselho entra em cena, mas o processo leva algum tempo. O poder do dia a dia está com o presidente. Assim um líder equivocado pode levar uma empresa à ruína praticamente sozinho. – pg 36

Ai esta a realidade do mundo corporativo! Agora se a questão esta tão expressa e centralizada no poder do presidente porque insistir na questão da gestão de pessoas e do empreendedorismo corporativo??? Sim! A pergunta é válida! É que entre uma ordem expressa e a execução dele tem uma coisa chamada processo! É no processo de execução de uma determinada meta é que esta a liberdade de agir, criar e inovar! É neste espaço de tempo entre a ordem e a execução é que estão os maiores desafios, as maiores glórias e os maiores desastres corporativos! Por isso Jack Welch se empenhava tanto em conhecer os processos! Pense nisso!


Os pingüins de Madagascar: por Sérgio de Sena Tavares

Um tremendo artigo de um internauta que frequenta aqui a Radioblogtv! Vale a pena publicar a visão do colega sobre os Pinguíns do filme Madagascar e suas estratégias para alcançar seus objetivos! Segue o artigo ;)

Achei muito boa a sua analise dos personagens do filme Madagascar, mas senti falta da descrição dos personagens dos pingüins. São eles que roubam todas as cenas que aparecem e por muito pouco não roubaram o filme todo. Eles formam um grupo formado por quatro personagens distintos, com personalidades próprias, que unidos formam um time de empreendedores que atuam, com táticas de guerrilha, dentro da corporação (Zôo) Eles se estruturam seguindo as suas próprias regras e hierarquia baseada no militarismo. Talvez por toda essa demonstração de ação rebelde e independência eles não sejam um bom exemplo didático de Gestão de Pessoas, mas não tem como ignorá-los.

Como a zebra, eles também têm o objetivo de fugir do Zoo, o objetivo final do time é chegar ao Pólo Sul. Conforme eles vão conseguindo a fuga vão superando todos os obstáculos agindo em equipe, com suas táticas de guerrilha. Para isso, eles atacam um navio (uma outra corporação) e assumem o comando da nave. Quando finalmente alcançarem o Pólo Sul eles vêem que o seu objetivo final não era lá o que eles esperavam e rapidamente mudam a estratégia rumando para também conquistar a selva. E são eles quem no final resolvem problema da alimentação do leão na selva ao servirem sushi para ele.

O líder dos pingüim é um líder carismático, ele sempre encontra uma solução rápida a cada problema de surge (bom de improviso) mas não abre mão do
planejamento estratégico antes de cada operação, ele efetua chek-list até para organizar uma festa de Natal. Ele é auxiliado por um secretário de ordens (um assessor plenamente eficiente), um especialista em bombas (o engenheiro NERD) e uma recruta destemida. (estagiária motivada) Eles seguem, na medida das suas capacidades, sem questionar, todas as tarefas perigosas que lhe são dadas.

Ao meu ver, este time de pingüins se enquadram com as chamadas “
empresas.com”. Aquelas iniciadas em uma garagem por um pequeno grupo de jovens NERDs com muito pouco capital mas com uma idéia genial na cabeça e muita determinação. E, de uma hora para outra, se tornam monstros empresariais como a Apple, a Microsoft, a Google etc.

Sérgio de Sena Tavares

14 de jul. de 2009

Seminário Milton Santos “Por uma outra globalização”: as possibilidades de um novo mundo

Eu não esqueci dos meus internautas que estão ligados aos conteúdos do professor Milton Santos! Alias, ele tem tudo a ver com esse blog porque através da obra dele que eu percebi a intima integração entre pessoas, técnicas e redes sociais que dão origem ao que chamamos hoje de tecnologia. A tecnologia não é igual a técnica, a tecnologia é o produto da integração entre técnicas de produção (sistema de objetos) e sociedade civil (sistemas de ação). A complexidade da obra de Milton Santos se dá justamente pelo fato de que ele vai contra a maré mundial que afirmava que a técnica por si só conseguiria dobrar o corpo social “escravizando-o” e “dominado-o” para um mundo cada vez mais desumanizado e complexo.



Em parte esse objetivo foi alcançado, mas em parte ele desmoronou também. Muitas corporações aumentaram o ritmo de inovação técnica para “cercar consumidores”, mas em outros casos eles “fracassaram”. Peter Drucker já dizia que o investimento em técnicas não era suficiente para produzir inovação. E neste livro “A Estratégia do Oceano Azul” o autor (Chan Kin) afirma a mesma coisa. Ele cita o caso da Philips e da Motorola que impuseram um ritmo de inovação técnica (achando que era tecnologia) para levar os clientes a um novo “patamar de serviços e produtos”.



Veja o caso do CD-i da Philips, maravilha da engenharia que não ofereceu as pessoas razão suficiente para compra-lo. O player foi promovido como “Máquina da Imaginação”, por causa de suas varias funções. O CD-i era player de vídeo, sistema de música, aparelho de jogo e ferramenta de ensino, tudo num só produto. Contudo suas tarefas eram tão diversificadas que era difícil compreender sua operação. (o que o Milton Santos disse sobre o homem lento?? O homem lento era aquele que demora para incorporar a técnica e atrasava o domínio e avanço corporativo das empresas) (pagina 118)


Os gestores responsáveis pelo CD-i da Philiphs caíram na mesma armadilha: encantaram-se pelos penduricalhos da própria tecnologia. Assim com base no pressuposto de que a alta tecnologia é certeza de grande utilidade para os compradores – premissa que, conforme demonstra a pesquisa raramente é verdadeira. A armadilha da tecnologia criou dificuldades para a Phillips e para a Motorola, volta e meia pega desprevenidas as melhores e mais brilhantes empresas. (pg. 118)


Ai entra o que Milton Santos falou sobre a globalização:


O uso extremado das técnicas e a proeminência do pensamento técnico conduzem a necessidade obsessiva das normas. Essa pletora normativa é indispensável a eficácia da ação. Como, porém, as atividades hegemônicas tendem a centralização, consecutiva a concentração econômica, aumenta a inflexibilidade dos comportamentos, acarretando um mal-estar no corpo social. (pg 36 – Livro Por uma outra globalização)



O que Philiphs queria com esse novo produto (objeto)? Queria criar um padrão para o mercado de players! Com base no padrão (que é sinônimo de patentes e copyrights) ela impõe um capitalismo de monopólio tal como a Microsoft faz! Mas, o que aconteceu com o super produto?? O sistema de ações (a sociedade, o consumidor) o rejeitou! O rejeitou porque era um consumidor consciente da “conspiração corporativa”? Claro que não! O rejeitou porque a maioria dos clientes é “homem lento” em termos de adoção de novas técnicas (isso não é tecnologia). O homem lento só adota novas técnicas quando estas lhe trazem ganho social e por isso os produtos precisar estar ligados a evolução da sociedade e as necessidades essenciais deste homem lento!


Sem objetos casados com os sistemas de ações o espaço não existe, o que existe é paisagem e paisagem é passado não futuro do sistema capitalista. O sistema é dinâmico e esta em pleno entrosamento com a vida social e não a submete assim como as corporações querem fazer pensar. Daí a possibilidade libertadora que as idéias de Miton Santos trazem para o corpo da educação, para o mundo dos empreendedores e para os novos gestores! O mundo não é estático! A globalização não aconteceu, ela esta acontecendo e os “cara maus” estão ganhando porque nossos “garotos” não compreenderam que a partida apenas começou...

Palestra Livro Por uma Outra Globalização: professor Milton Santos Palestra Geografia Livro Por uma outra Globalização: Milton Santos

Palestra Geografia Livro Por uma outra Globalização: Milton Santos - Presentation Transcript
  1. Palestra Livro Por uma outraGlobalização – Milton Santos
  2. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Fábula Perversidade Possibilidade Introdução: as 3 globalizações
  3. Palestra Livro Por uma Outra Globalização A produção da globalização
  4. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Unicidade técnica
  5. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Convergência de Momentos
  6. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Motor Único
  7. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Cognoscibilidade do Planeta
  8. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Tirania da Informação e do dinheiro
  9. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Competitividade e Globalitarismo
  10. Palestra Livro Por uma Outra GlobalizaçãoDa Política dos Estados à Política das Empresas
  11. Palestra Livro Por uma Outra GlobalizaçãoEspaço geográfico: compartimentação e fragmentação
  12. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Verticalidades e Horizontalidades
  13. Palestra Livro Por uma Outra Globalização Just-in-time cotidiano
  14. Palestra Livro Por uma Outra Globalização O papel dos pobres na globalização
  15. Palestra Livro Por uma Outra GlobalizaçãoGlobalização não é irreversível: o papel do homem lento
  16. Milton Santos: Por uma outra globalização
  17. Palestra 45 minutos emáudio mp3 no meu blog

Vídeo Aula Seminário Gestão Empreendedora: trabalhando conceitos de gestão de pessoas, empreendedorismo e administração

Estou terminando de dar os arranjos finais no formato do seminário sobre o livro “A Estratégia do Oceano Azul”. É um livro muito bom porque aborda questões relacionadas a empreendedorismo, gestão de pessoas e administração. Hoje, dada a complexidade dos negócios em rede e globais, não tem como você se firmar como empreendedor, líder ou administrador sem ter uma visão integrada destes três elementos. Se você começa um negócio (empreendedor) você pode até ter uma visão sofisticada daquele determinado nicho de mercado, mas se não contratar as pessoas certas para ajudar a ganhar esse nicho do que adianta sua visão? Se não treinar uma boa equipe que trabalhe em plena cooperação do que adianta a visão?



Da mesma forma, de que serve tem uma visão sofisticada, ter uma equipe bem entrosada e colaboradora se você não tem um bom processo administrativo que vise a redução de custos operacionais de maneira continua. No livro “A Estratégia do Oceano Azul” estes elementos estão bem colocados de maneira clara e muito bem exemplificados! Muito bom mesmo, então creio que vai dar para fazer um bom trabalho tanto para empreendedores, como para gestores de equipes (gestão de pessoas e gestão organizacional) como para administradores (e estudantes de administração). Eu estou fazendo agora vídeo aulas sobre o tema do livro! Esta é minha primeira vídeo aula!



Palestra livro a Estratégia do Oceano Azul - Presentation Transcript

  1. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul
  2. Palestra Livro A Estratégia do Oceano AzulOnde esta a proposta de valor da sua empresa?
  3. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul Onde esta a proposta de valor do seu cliente
  4. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul Inovação de valor
  5. Palestra Livro A Estratégia do Oceano AzulAtrair “não clientes”, derrubar custo operacional
  6. Palestra Livro A Estratégia do Oceano AzulMercado com muitos concorrentes, custos operacionais inegociáveis (padrão deatendimento rígido), clientes buscam pequenas variações (difícil fidelização),padronização inevitável (atendimento e produtos muito parecidos) e guerra depreços (o cliente sempre quer mais por menos) Sair do Oceano Vermelho o mais rápido possível
  7. Palestra Livro A Estratégia do Oceano AzulCriação de um novo mercado baseado em não clientes (aqueles quegostariam de consumir um determinado produto, mas não o fazem porpreço, atendimento, facilidade, manuseio, acessibilidade etc) que os demaisplayers não visualizaram ou acham que não compensa atender... Entrar no Oceano Azul o mais rápido possível
  8. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul A base da mudança é a Inovação de valor
  9. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul O que é inovação de valor???
  10. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul A Inovação de valor somente ocorre quando as empresas alinham inovação com utilidade, com preço e com ganhos de custos operacionais (pg.13) O que é inovação de valor???
  11. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul A Inovação de valor é agregar novos benefícios ou valores ao seu produto ou para o seu cliente com ganhos de utilidade, preço e com ganhos de custos operacionais para sua empresa...
  12. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul preço utilidade Custo
  13. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul Case: circo de Soleil
  14. Palestra Livro A Estratégia do Oceano Azul Reduzir Elevar Nova Curva de Valor Criar Eliminar A Estratégia Básica: circo de Soleil
  15. Áudio da palestra em mp3 no meu blog
  16. Ubiratan Carlos Machado Editor e professor da RadioblogtvContato para Palestras: celular (011) 8489 8036 TIM E-mail: radioblogtv@gmail.com.br Meu blog: http://ubiratangeo.blogspot.com/
  17. conectando idéias