26 de mar. de 2010

Feedback na relação professor aluno: palestra vídeo aula e áudio aula completa


Áudio Aula sobre feedback na relação professor-aluno em sala de aula (escola). Nesta aula vou abordar os pontos relacionados abaixo! Gestão de Pessoas em sala de aula! A áudio aula (em mp3) será enviada via e-mail juntamente como o texto dos tópicos abordados abaixo! 

Feedback na relação professor aluno: palestra vídeo aula e áudio aula completa
Ponto 1 – Singularidades
Cada aluno deve ser individualizado
Cada aluno deve ser contextualizado na sociedade
Cada aluno deve ser contextualizado em sala de aula
Ponto 2 – Pluralidades
Cada aluno deve ser coletivizado
Cada aluno deve ser inserido dentro da sociedade
Cada aluno deve ser incluído em sala de aula
Ponto 3 – O papel do professor
Mediando o individuo com ele mesmo
Mediando o individuo com a sociedade
Mediando o individuo com a sala de aula
Ponto 4 – Feedback positivo e negativo
Método de tentativa e erro: aluno fechado
Método da abordagem “mão dupla”: aluno aberto parcialmente
Método da abordagem “pista circular”: aluno aberto que influência outros

Comentários a parte
Minha experiência como professor de Escola Pública: 1999
Dez anos fora da sala de aula aprendendo sobre: internet colaborativa, gestão de pessoas e teoria geral da administração
Casamento: o desafio de gerir uma vida a dois (gestão de pessoas com sua esposa..kakakka)
Jesus Cristo e a vida de professor: cada aluno é precioso para Deus
Voltando a sala de aula em 2010: o fácil recomeço
Gestão de Pessoas em sala de aula: a parte prática que funciona
Teoria Geral da Administração em sala de aula: dando visão de mundo aos alunos


25 de mar. de 2010

Sustentabilidade, Capitalismo Gestão de Pessoas e Recursos: vídeo aula sobre o vídeo História das Coisas

Vou publicar a aula amanhã

Gramática e Articulação de Texto em sala de aula: o desafio de ser objetivo através da subjetividade

Áudio aula sobre Gramática e Articulação de Texto em sala de aula: vídeo aula, gramática, semiótica,



Ponto I – Reconhecendo os problemas estruturais

Dialeto versus norma culta: português de rua versus português de sala de aula

Cotidiano do aluno versus norma gramatical: o hábito faz o monge

O ambiente escolar: da gíria de bairro a gíria da internet


Ponto II – Trabalhando com as vantagens estruturais

O poder da contra- cultura: reconhecendo dialetos confrontando normas cultas

O poder do MSN: trazendo à tona o oculto da língua portuguesa

O poder da rede colaborativa: facebook, Orkut, youtube


Ponto III – Construindo uma nova relação gramatical

Texto e Gramática: o meio não é a mensagem

Texto e sentido textual: palavras subjetivas sentidos objetivos

Usando a Semiótica: Charles Sanders Peirce, Ferdinand de Saussure

O Reino da Semiótica Pós-Moderna: as redes sociais e MSNs da vida


Comentários a parte

A internet e a linguagem dos adolescentes: é preciso entender a mudança

A necessidade de comunicação dos jovens: o poder dos símbolos e a semiótica

Machado de Assis e o Filme Avatar: a inevitável mudança contextual

O desafio de bricolagem para os professores tradicionais: ser ou não ser eis a questão


22 de mar. de 2010

Vida de Inseto: como lidar com a resistência e a descrença das pessoas


O mundo é composto por uma infinidade de tipos de pessoas que passaram por diferentes tipos de educação, diferentes situações, diferentes impactos emocionais e tiveram, obviamente, diferentes reações a estes acontecimentos. É isto que todo o líder tem que ter em mente quando esta a frente de um grupo de pessoas que precisa de uma liderança...
É desta clareza sobre a diversidade humana que nasce um sentimento (que com o tempo se torna parte do caráter dessa pessoa) humano chamado “longaminidade”. Eu não disse paciência, disse longaniminidade.

No idioma em que o apóstolo Paulo escreveu (o grego koiné), "longanimidade" (makrothumia, em que "makros" é "grande", "longo" e "thumos" quer dizer "paixão", "sentimento"). No latim, longânimo é ânimo longo.
Precisamos ter uma paixão longa pelas pessoas. Não pode ser um sentimento curto e restrito, tem que ser longo e amplo. Sem isso o líder fica exposto as tribulações do dia a dia. No filme Vida de Inseto vemos que o personagem principal Flik tem essa característica. Ele tem um longo animo! Mesmo diante de tanta passividade, liderança ultrapassada, alienação e rejeição de seu grupo social (de sua equipe) ele ainda continua persistindo a ponto de ser considerado, ele próprio, um alienado. Um bobo, um rejeitado que não se manca...

Um líder não pode ser líder até que a situação (o contexto social, a conjuntura) a chame para isso. E ela só vai chamar quando a situação fugir totalmetne ao controle. Ai só estaram prontos aqueles que perserveram até o fim em acreditar que a mudança seria possivel. Por isso devemos ser longanimos! Temos que ter uma paixão longa como Flik mesmo diante da dureza da vida. O nosso momento vai chegar, pois a necessidade existe e é latente! Há um grande clamor por empresas melhores, empresas mais justas, corporações mais humanizadas, mais dignas de pessoas trabalharem.

Precisamos sim ser mais organizados, ter mais conhecimento técnico sobre os desafios, ter mais capacidade de ser mais lucrativos, ter capacidade de agregar mais em produtos, necessidade de sermos mais criativos e inovadores, mas acima de tudo temos que ter uma capacidade evidente e prática de longaminidade. Ter uma longa paixão nos ajuda efetivamente a lidar com a resistência das pessoas entendendo que a grande maioria deles resiste por ter medo de novos contextos (às vezes acreditando que vai ficar pior do que já esta)...
Dias melhores virão...
Acredite...

Vídeo Motivacional para usar como base de treinamento para equipes que querem ser de alto desempenho! 




21 de mar. de 2010

Gestão de Pessoas em Sala de Aula: como Lidar com a Indisciplina e o desinteresse em Sala de Aula de Escolas Públicas

Um dos grandes desafios de um professor no front da Escola Pública é a Indisciplina e o desinteresse! É uma reclamação generalizada entre os professores que buscam fazer um trabalho mais sério em sala de aula. Mas, poucos ainda compreenderam a nova natureza do trabalho do professor em sala de aula. O professor hoje é o soldado que guarda a fronteira entre o mundo civilizado e o mundo da barbárie na Escola Pública. Ele é o que guarda a fronteira. Ele é o soldado do Estado encarregado de preparar os bárbaros incultos (alunos sem a mínima base familiar ou cultural) para entrar na civilização (sociedade civil organizada). Alunos mau alimentados, alunos sem família regular, alunos filhos de adultério, alunos bastardos, alunos envolvidos com drogas, mortes, sexo, rejeições, problemas psicológicos graves etc...

Essa é a escola para todos do Estado! Ele esta errado? Claro que não! A Escola deve ser para todos, mas o perfil do professor não pode ser o mesmo que o do professor da escola para poucos da década de 60 e 70 (que ensinava até Francês). O professor hoje deve estar mais envolto em atividades ligadas a liderança e Gestão de Pessoas do que a atividades ligadas estritamente a conteúdo. Deve estar mais afeito a formação de uma classe que debate seus problemas e desafios cotidianos do que a formação de uma sala que cada um fica no seu lugar ordenadamente copiado sua lição em silêncio.

O professor hoje é o agente número um do processo civilizatório da sociedade. Ele é o soldado do Estado na fronteira entre a barbárie das periferias e o mundo ordenado das classes médias e altas. Todo professor de escola pública hoje, que quiser ter uma sala de aula ordenada e disciplinada, tem que ler “ O Processo Civilizador” de Norbert Elias e depois ler “Gestão de Pessoas” Idalberto Chiavenato! Depois na semana vou fazer um áudio sobre isso...

A Geografia e o Mundo Moderno: como abordar o assunto em sala de aula




Olha um dos melhores temas para se trabalhar hoje em dia é a “A Geografia e o Mundo Moderno”. Mas, se fizermos uma abordagem “produtiva” e não somente “política”. Uma abordagem meramente política nos leva novamente a falar da relação entre países desenvolvidos e países subdesenvolvidos entre capitalismo e outras formas de organização social (socialismo, comunismo etc). O assunto fica maçante e repetitivo levando os alunos ao desinteresse ou ao mero decoreba...

A abordagem “produtiva”, ao contrário, nos leva a refletir em termos de escalas. Podemos falar de escala global, regional ou local. Podemos falar dos Estados Unidos em suas diversas facetas em termos global (potencia alto padrão de vida), regional (Texas diferente de Luisiana (New Orleans – Furação Katrina, maioria negra) que também é diferente da California (gays, gls, cultura liberal) e local (bairros negros Brooklin, Beverly Hills bairro das estrelas etc). Todas essas diferenças são relações de desigualdade estão em escalas geográficas diferentes ora envolvendo países diferentes, ora envolvendo regiões diferente e ora envolvendo locais diferentes.

A desigualdade não é apenas norte-sul, mas é de escalas também. Ai você pode fazer um mapa produtivo. Porque estas regiões se desenvolvem de maneira desigual? Qual o papel da cultura? Qual o papel das normas sociais? Qual o papel do empreendedorismo no desenvolvimento social? Qual o papel do empreendedorismo no desenvolvimento produtivo? Um documentário fantástico para se trabalhar essa questão da escala é o documentário “Ilha das Flores”. Nele podemos traçar a “rota” do tomate desde a sua produção, seu consumo pela classe média, seu consumo pelos porcos até seu destino final que é a comunidade pobre de ilha das flores. O tomate dá a volta na sociedade (rede produtiva de circulação – capitalismo) e volta para o mesmo local em uma escala social diferente. Porque isso ocorre???






As apostilas de apoio do governo de São Paulo (tão criticadas por alguns) trazem toda essa plataforma para ensinarmos as cadeias produtivas aos alunos. Eu as usei em sala de aula e foi uma aula fantástica. Em uma das atividades da 8 série pedia para os alunos colocarem o nome de um produto de higiene, eletrodoméstico, eletroeletrônico, vestuário (sabão, TV, geladeira, calça etc) seu fabricante (qual a empresa que fabrica) e a origem desta empresa (se é Brasil, EUA, Itália). Tivemos uma discussão fantástica sobre multinacionais! Sobre corporação, sobre holdings, patentes, Unilever, Procter and Gamble, Wal-Mart etc.

Os alunos precisam compreender como funciona o sistema capitalista para poderem ser críticos dele e poderem transformá-lo a partir de seu centro. Não precisamos destruir a sociedade (a idéia de destruir tudo e começar do zero) para melhorá-la. O capitalismo tem suas falhas críticas, mas criou avanços fantásticos para a nossa sociedade! Isso é inegável! Esse próprio canal de comunicação é prova disso! Dai a importância de associar a geografia as novas formas de funcionamento do capitalismo (redes produtivas, globalização, capitalismo financeiro, bolsa de valores) e as novas formas de empreendedorismo de baixo custo (internet, redes colaborativas, web 2.0).

A maioria já domina essas novas ferramentas, mas apenas em seu aspecto técnico (sabem operar essas novas tecnologias, mas não sabem ser produtivos através delas. Ex: sabem mexer no msn ou orkut, mas não sabem ganhar dinheiro com eles) e não no seu aspecto produtivo (Usar a mesma lógica das grandes corporações que usam a globalização para expandir e maximizar lucros. Ex: a Dell (empresa de computadores) usou o twitter e o orkut para aumentar suas vendas em até 20%)

SÃO FRANCISCO - O Twitter está lutando para estabelecer um modelo de negócios lucrativo, mas o serviço de internet já ajudou a Dell a registrar milhões de dólares em vendas. A Dell anunciou que já obteve mais de 3 milhões de dólares em vendas junto a usuários do Twitter que clicaram em mensagens no serviço e foram conduzidos a sites da empresa para comprar produtos. A fabricante de computadores, que vem utilizando o Twitter há cerca de dois anos e usa um software especial para acompanhar as vendas, faturou mais de 1 milhão de dólares lá nos últimos seis meses. Ver reportagem completa

A Geografia tem que levar os alunos a pensar o mundo de forma mais "aberta" (e não ideológica) a fim de que eles sejam tão bons em pensar um novo mundo quanto o são aqueles que dominam o mundo hoje e o já desenharam para os próximos 100 anos! As grandes corporações pensam assim, mas elas sabem que tudo é uma luta e tudo pode ser alterado. Era o que Milton Santos falava e deixou no livro "Por uma outra globalização". Uma outra globalização é possível e isso é possível através das novas técnicas. Técnicas que estão sendo disponibilizadas com a internet e com a globalização e que estão sendo subutilizadas por nossos alunos (e as classes menos instruídas) não por falta de acesso, mas por falta de uma forma de pensamento mais pró-ativo...

O Volume de informações hoje disponível para serem trabalhadas através de um ponto de vista produtivo é fantástico! O desafio Nety é fazer os alunos pensarem (e o desafio é nosso também) em termos de método. As grandes corporações trabalham com base em métodos e não com base em volume de informações. Não precisamos fazer o aluno decorar todos os países do mundo se ele souber a cadeia produtiva que envolve determinadas regiões e locais. É mais importante saber que o Vale do Silício fica na Califórnia do que saber que o Google é dos Estados Unidos. Sabendo o segundo acrescendo mais uma corporação ao rool de corporações que os EUA tem desde o início do século XX, mas sabendo o primeiro tenho contato com toda uma nascente rede de tecnologia que já envolve o mundo todo em uma nova forma de capitalismo digital...

Veja a palestra de Fernanda Viegas e vai entender o que estou dizendo Nety


TEDxSP 2009 - Fernanda Viegas from TEDxSP on Vimeo.