24 de jun de 2009

Empreendedorismo e Gestão de Pessoas: conversando a gente se entende o dinheiro vem depois

Um dos grandes problemas que temos para formatar negócios é o medo e a preguiça (usando as palavras da Hermann). Nós ouvimos tanto que vivemos em uma sociedade capitalista onde só o que você tem define o que você é que acabamos acreditando que essa é a Realidade. Veja bem, ela pode até ser a realidade predominante, mas não é a Realidade. Sempre tem um pouco de ar pura para gente respirar dentro do sistema. E foi pensando assim (saindo do padrão) que Jair Mercanzini criou o Mercado Chic sem desembolsar um centavo:

“Eu sempre passava em frente ao espaço onde fica hoje o Mercadinho Chic e pensava: é uma pena um ponto tão bom assim não ser devidamente aproveitado”. Até que decidi entrar em contato com os donos do imóvel. Minha proposta: “Em vez de alugar o espaço para mim, que tal se vocês se tornassem meus sócios no negócio”. Expliquei que gostaria aqueles velhos corredores em um centro de moda de design. Eles aceitaram. Em novembro de 2008 fizemos a primeira edição. Selecionei 15 marcas ainda desconhecidas para expor seus produtos durante um final de semana inteiro. O sucesso foi enorme. Fornecedores e público pediram bis. Hoje, o Mercadinho Chic funciona todos os finais de semana. Uma parte dos expositores é fixa, a outra, rotativa. Recebemos três mil pessoas, em média, em dois dias. Já temos uma centena de clientes que pagam R$ 500 a R$ 700 reais por estande – 80 marcas aguardam na fila, querendo participar”

Agora vejam vocês! O espaço estava lá, os donos estavam lá e o projeto estava na cabeça de Mercanzini. Ele teve que quebrar paradigmas! Ele teve que se livrar de idéias padronizadas do tipo “vou ao banco pedir um empréstimo para alugar aquele espaço”; “vou fazer um plano de negócios para levar para um investidor”; “vou procurar um grande comerciante para entrar comigo nesta”; “entrar com a cara e a coragem depois me viro para pagar o aluguel”. Não! O cara fez uma coisa super simples: encontrou os donos do imóvel e propôs sociedade! Ele fez a coisa mais simples que se poderia fazer nesta ocasião!

Ele acreditou que poderia ter “ginga” para lidar com a situação simplesmente através de palavras e de confiabilidade! Os donos do imóvel viram nele “confiabilidade”. Ele teve uma habilidade pessoal para apresentar o projeto de uma maneira simples e direta. Nem precisou de PowerPoint! Rs. Precisamos ser mais ousados em termos de relacionamentos humanos! Precisamos nos livrar da complexidade! O mundo é simples e tende a ser interconectado! Veja que ele montou um modelo de negócios que beneficia toda uma rede de lojistas de marcas desconhecidas que jamais teriam a chance de expor seus produtos no Jardins por um preço destes a não ser por um projeto deste. Ele criou toda uma rede de relacionamento entre proprietário do imóvel, moradores locais, comerciantes e fornecedores em que todos saem beneficiados! Ele pensou em rede? Sim! E isso nem é um projeto da internet! Rs...

Se tiver uma idéia na cabeça para algum imóvel compartilhe com o dono dele! Não guarde para você ou tenha medo que o cara vá “pegar sua idéia” porque para implementação de um projeto é necessário muito mais do que uma boa idéia! O Jair Mercanizi foi hábil como empreendedor, mas foi mais hábil ainda como gestor de pessoas!

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