8 de ago. de 2008

Gestão de Pessoas na IBM da década de 70: a questão da diversidade organizacional

Eu gosto muito da internet! Gosto muito da era informacional! Nós somos a geração que tem o privilégio de passar por eras de inovação sem ter que passar por meio século de vida. Eu sou da geração que assistiu a ascensão e queda de muitos gigantes do mundo corporativo. Desde empresas da velha economia como Metal Leve até corporações da nova economia como AOL. No entanto, acho que a mais surpreendente (porque esta não faliu, mas transformou-se radicalmente) é o caso da IBM.

A IBM era tão admirada que tanto quando lemos a biografia de gigantes do mundo do negócio como Micheal Dell (Dell Computers) como Bill Gates (Microsoft) vemos que o sonho de vida deles enquanto empresários (o seu “Everest” dos negócios) era a IBM. Ou seja, o ponto máximo da ambição empreendedora de adolescentes cheios de visão criativa para criar novos negócios era bater a IBM. Mas, o que nos surpreende (e sempre nos surpreende) é que a IBM tinha tudo não mão. Os melhores profissionais (um corpo organizacional qualificado e gigantesco), o maior prestígio (maior potencia em termos confiabilidade técnica), mais exposição na mídia (maior potencialidade para marketing) e um capital de investimentos (P&D bilionário) invejável. Mas, o que deu errado então?

Em termos técnicos a IBM era imbatível no setor de informática. Veja estas fotos que mostram uma IBM que sabia muito bem onde queria chegar! São fotos da década de 70 e mostram claramente que a IBM tinha sim uma visão de futuro muito avançada. Sabia da perspectiva de um mundo on-line (pelo menos o departamento de marketing sabia), mas não acreditou que este mundo começaria em casa (ao invés de nos escritórios) e com adolescentes (ao invés de iniciar-se com gerentes maduros).

Será que alguém não percebeu que hippies como Steve Jobs estavam na ativa?? Será que ninguém percebeu que nerds como Bill Gates não queriam vestir ternos e nem se livrar das caspas? E ninguém percebeu que muitos garotos como Micheal Dell achavam o quarto da faculdade um escritório bem lucrativo? Ainda preciso fazer a pergunta chave: o que deu errado então? Fácil responder agora não! A IBM faliu como empresa ligada ao ramo de informática (vendeu sua divisão de informática (computadores) para os asiáticos que agora operam com o nome de Lenovo), mas tem ressurgido como empresa de serviços e consultoria.

O que deu errado é que ela tinha as pessoas certas como capital certo, mas com um processo de gestão de pessoas totalmente errado. Um processo de gestão que ignorava totalmente o poder do homem criar novas técnicas a partir da mudança de cultura. As empresas hoje falam de diversidade cultural como elemento chave para compreender as mudanças no mundo social (que faltamente vão alterar o mundo corporativo), mas estão longe ainda de praticar isso intensamente. Diversidade cultural não é colocar um negro, um mexicano, um alemão e um praticante de yoga vegetariano no mesmo departamento. Ser uma empresa focada na diversidade é colocar pessoas diferentes (em termos de formação) para tocar projetos conjuntos.

Colocar um adolescente hippie como Steve Jobs em um departamento de planejamento traria para a IBM esta visão de que a revolução estava nos quartos e não nos escritórios. Colocar um nerd cheio de caspa em um departamento de planejamento estratégico traria para a IBM a visão de que a propriedade de um produto (computador-hardware) seria um bem menos valioso do que a concessão de um serviço (cd - software. Ironicamente hoje a IBM é uma empresa de serviços). E colocar um universitário como Micheall Dell no departamento de vendas traria para a IBM a visão de que o consumidor tem poder de decisão e não quer produtos “padronizados” com preços padronizados!

Mas, o que a IBM fez? Colocou homens com doutorados e phds todos em uma mesma sala. O que aconteceu? Ora, aconteceu o que acontece naturalmente quando colocamos homens diplomados e com especialização em uma mesma sala? Ainda não adivinhou? Ora, meu caro leitor! Quando colocamos homens assim em uma sala sai uma tese! A tese que saiu na sala de reuniões dos grandes doutorandos da IBM era que o computador pessoal era uma piada! O computador pessoal era uma piada para a maioria dos executivos da década de 70.

Eles se perguntavam: para que alguém iria querer um computador em casa? Ora não havia nenhuma bibliografia ou algum autor de peso na academia que apostaria que as pessoas iriam “trabalhar” em casa sem ter um “chefe” para mandar nelas! Era o pensamento da época! Ora, quando aqueles executivos olhavam para garotos como Stev Jobs exclamavam: o rapaz não tem disciplina para cortar o cabelo como vai ter disciplina para montar e tocar um negócio! Esqueça!

Quando aqueles executivos olhavam para garotos como Bill Gates pela janela de seus escritórios exclamavam: aquele ai nem penteia o cabelo! É possível ver as caspas dele daqui! Mal vestido e relaxado! Não tem futuro! Ora, quando aqueles executivos olhavam para garotos como Michael Dell exclamavam: este nem se empenha na faculdade! Coitado vai passar fome como vendedor! Não tem ambição na vida! Estes homens olhavam o mundo a partir de sua própria ótica e de sua própria cultura.

Para eles, culturalmente dizendo, não fazia sentido ter um computador em casa. Eram homens que começam a trabalhar com 13 ou 14 anos (não tinham tempo para games ou ociosidade. Vinham de colégios internos). Não fazia sentido ter um computador em casa para homens que se casavam cedo (e de fato, não casar era uma péssima opção. Fazia parte da vida adulta). Não fazia sentido ter um computador em casa para homens que tinham carteira assinada desde os 18 anos (status era começar a trabalhar cedo com terno, gravata e carteira assinada. Era a chamada carreira onde se iniciava-se como office-boy e chegava-se a presidente cumprindo horários e obedecendo ordens) . Homens que tiraram boas notas (é a historia do pai rico pai pobre de Kiyosaki).

Realmente não fazia sentido! Mas, a sociedade (o movimento da sociedade em direção ao futuro) não esta nem ai para o que os homens de negócio acham! A diversidade organizacional é uma garantia para as empresas não tomarem o caminho da boiada tendo sempre um botão vermelho no painel para avisar que há perigo no horizonte.Seja esperto, invista na diversidade.

Obs: veja todas as fotos da campanha "de produtos online" da IBM na década de 70 no site:

http://www.squareamerica.com/ib.htm

6 de ago. de 2008

Palestra na First Data: palestra sobre gestão de pessoas e mudança organizacional

Esta foi uma das palestras que fui convidado a ministrar em uma empresa aqui de São Paulo. Esta é uma empresa de equipamentos de cobrança e cartão. De fato, ela é uma empresa norte-americana que comprou (processo de fusão) uma empresa nacional e agora estava fazendo a junção de processos operacionais.

Mais um daqueles casos de mudança que havia noticiado em um artigo anterior. O número de fusões no Brasil cresceu 82% de 2006 para 2007. Números incríveis e alarmantes para os que trabalham com gestão de pessoas. Isto porque eles é que tem o desafio de fazer de duas culturais organizacionais uma só cultura. Ou no processo de absorção (quando a cultura da empresa maior se sobrepõe a da empresa adquirida) ou de inovação (com a fusão cria-se uma nova cultura de trabalho para dar conta da nova demanda de mercado).

De um jeito ou de outro a gestão de pessoas e o RH vão ter que agir! É nestas horas que os MBAs e os cursos de Educação Corporativas que as empresas bancam vão se mostrar um bom ou mal investimento! Bom e ai fui eu falar para um conjunto de diretores, gerentes e para o presidente da Empresa. Foi a primeira vez que fui palestrar diretamente para um presidente. Até então lidava com gerentes e diretores. Mas, foi tranqüilo. Tenho que agradecer muito a Márcia Silva que foi o contato para a realização desta palestra.

É preciso muita coragem para levar um Geógrafo para dar uma palestra sobre Mudança Organizacional! Ela confiou e o resultado foi muito bom! O presidente da empresa gostou muito da simplicidade e do foco do trabalho e ela ganhou seus merecidos reconhecimentos em encontrar os processos certos! Rs. Agora falemos sobre a palestra! Eu usei o desenho Era do Gelo II para ilustrar o ponto no qual queria chegar! O vídeo abaixo é resultado dos powerpoints apresentados na palestra!


O primeiro desafio foi levar os gerentes e diretores entenderem que uma organização não é um conjunto de pessoas que trabalha no mesmo espaço físico. Isso é uma fábrica. E muito menos é um conjunto de pessoas que tem um objetivo em comum porque isso é uma empresa que trabalha de forma organizada. Agora uma organização mesmo ela não somente tem um objetivo em comum, mas atua de forma conjunta em busca deste objetivo. Eis a grande diferença do nosso século em termos de inovação gerencial.

A necessidade de atender nichos de mercado específicos em lugares distantes e com culturas diferentes levou o conceito de trabalho em equipe ao ápice da cadeia gerencial. Mas, ele ainda não é bem compreendido e muito menos posto em prática, porque as empresas não tem tempo de aprender. Elas apenas se focam no trabalho. Peter Drucker disse que em curto prazo as organizações se tornaram lugares de aprendizado muito mais dinâmicos do que as próprias universidades corporativas.

Muitos gerentes e diretores ainda confundem motivação com Gestão de Pessoas. Eles ficam preocupados em motivar ao invés de estarem focados em criar um ambiente de aprendizado dinâmico que gere inovações. Na palestra ressaltei bem a importância da criação de um ambiente de aprendizagem efetivo. Devemos chamar os funcionários e perguntar: olha você sabe qual o nosso negócio? Sabe o que vendemos? Sabe para quem queremos vender? Sabe quem são nossos concorrentes hoje? Sabem quem serão nossos concorrentes no futuro? Sabe o que nos falta fazer para sermos mais competitivos?

Mas, não é buscar respostas para estas questões (se elas vierem melhor!rs), mas é colocar essas questões para servir de eixo mobilizador do processo de aprendizagem da organização! Pensar em equipe é isso! Pensar de forma conjunta (desde o vendedor, a recepcionista até o presidente) e continuamente sabendo que há um espaço aberto para o compartilhamento da informação gerada. Jack Welch dizia que a informação deveria circular na empresa! Era uma obrigação de todos!

Se um gerente chegasse com uma nova idéia na reunião ele logo perguntava: você falou desta idéia para quantas pessoas? Você disseminou ela pela empresa? Você gritou pelos corredores? Eu devo ser o último a saber! Era assim que Jack tratava idéias novas! Ai deste gerente se estivesse guardando a idéia para a reunião a fim de contar primeiramente para o chefe (e o medo de ter a idéia roubada). A palestra seguiu neste sentido! Focado na execução não temos como ficar guardando idéias e criando disputas. O aprimoramento do processo é mais importante do que o objetivo em si! O foco da GE mudou de produtos para serviços, mas o ganho de aprendizagem de 20 anos esta dinâmico como nunca!

Gestão de Pessoas na Nutrimental: sugestões, participação e remuneração

A Nutrimental é um dos poucos casos de empresas que nasceram nas abas do Estado (tendo contratos fixos com o Estado) e conseguiram migrar para a iniciativa privada com sucesso retumbante. A história inicial desta empresa já é singular: nasceu dentro da Unicamp através de um projeto de pesquisa. Dai por diante a empresa cresceu através de uma relação meio que visceral com o Estado. Quando houve a redemocratização estes contratos foram questionados e cancelados o que levou a empresa a uma situação crítica de crise.

Mas, deixemos o historia inicial da Nutrimental para passar para sua história de sucesso no mundo privado. Como todos sabem estes “bons contratos” com o Estado (sendo lícitos ou ilícitos, éticos anti éticos) só duram até seus aliados estarem no poder, pois quando outro grupo entra você é imediatamente expulso do governo e ainda tem suas contas vasculhadas. Com a Nutrimental não foi diferente. Quando ela perdeu o contrato com o governo quase foi a falência. A o que ela produzia? Merenda escolar....rs

Mas, os funcionários reagiram e acabaram (em um processo que beirou entre a falência e a gestão pelos funcionários) por criar um acordo que gerou uma nova cultura organizacional na empresa. Agora eles também era sócios e podiam opinar sobre os processos de gerenciamento e introdução no mercado. A idéia de criar o “nutri” (aquela barra de cereal) nasceu dos próprios funcionários que ao levar a sobra do produto (sobra da merenda para casa) faziam uma espécie de cocada caseira com os cereais. A idéia foi acatada e levada ao mercado em sua forma industrializada. Ai hoje se vê o sucesso do chamado “nutri’. Até a Nestle já imitou! Essa inovação nasceu das mãos de merendeiras! Veja como o processo de Gestão de Pessoas faz toda a diferença...

Hoje a empresa cultiva um processo de Gestão de Pessoas (como também sustenta uma cultura organizacional) derivada desta história de sucesso empresarial. Foi um retumbante processo de inovação que nasceu da funcionárias de baixo escalão. Vamos lembrar do processo de workout: Work-Out é um simples, direto metodologia para corte burocracia e resolvendo problemas rapidamente. O seu gênio reside em aproveitar a inteligência dos trabalhadores mais próximo a um problema.

O processo de Gestão de Pessoas na Nutrimental ocorrem da seguinte forma:

- Estabelece um Júri

Em reunião mensal, os principais gerentes analisam em 4 horas cerca de 40 sugestões de funcionários. Os votos são computados e decidem se uma idéia e um novo produto ou aperfeiçoamento deve seguir para o estágio, aguardar, ser revisada pelo próprio autor ou descartada.

Evolve a cúpula

Se uma idéia é aprovada, dois gerentes são destacados para analisar o potencial de mercado, os canais de vendas e os assuntos legais. Num estágio mais avançado, quando devem ser aprovadas as verbas de pesquisa de mercado, o processo passa a contar com a participação da cúpula.

Remuneração das boas idéias

Equipes que sugerem novos produtos aprovados no processo ganham participação de 5% sobre os resultados de vendas da novidade durante o primeiro ano. O objetivo disso é aprimorar as sugestões e reduzir o número de idéias mal concebidas.

Observação:

Muito bom o processo de Gestão de Pessoas! Para o cenário do empresariado nacional isto é uma revolução gerencial. Mas, claro que devemos entender que há uma história por trás deste processo! Como já diziam os antigos: a necessidade é a parteira das inovações. Mas, eu acho covardia (ou inoperância) a forma como as propostas são colocadas.

Os funcionários tem que apresentar? Eles tem conhecimento do mercado? Eles podem aprimorar as idéias antes? Tem acompanhamento? Sabem o que é um plano de negócio? Sabem o que é mercado? Sabem das idéias que já correm no mercado? Ou o funcionário apresenta a proposta em uma folha de pão? Daí eu vejo o mal aproveitamento, porque na medida em que os funcionários tivessem um conhecimento melhor do mercado que os cercam eles poderiam colocar propostas mais bem elaboradas.

Na GE, lá no processo do workout havia universitários que faziam o meio de campo entre a gerencia e o baixo escalão. Estes universitários não estavam diretamente subordinados aos gerentes e tinham autonomia para apresentar suas propostas. No próprio livro narra (e eu li o livro!) muitos gerentes foram demitidos por não levar a sério as idéias dos funcionários!
Lá na GE esta proposta de Gestão de Pessoas realmente funcionou, mas teve que funcionar fora do “sistema de trabalho convencional” (work – trabalho; out – fora) para que a hierarquia e a burocracia não emperrassem o processo. Mas, no modelo da Nutrimental isso não parece acontecer. O que garante que não aconteça o que aconteceu na GE: descarte de idéias por questões hierarquicas. Eu gosto do Jack porque ele não descarta a natureza humana no processo. Ele não se ilude que um gerente vai acatar uma idéia de um cara do almoxarifado porque ele (o gerente) entende que o bem da empresa esta acima de qualquer vaidade pessoal..
Jack Welch jamais ignorou que haveria uma questão da disputa (ou inveja no jargão mais direto e popular) onde este gerente que ganha 17 mil reais poderia vir a não aceitar a idéia de um peão sob o risco de perder para um cara que ganha 600 reais o cargo de "inovador do ano" ou "funcionário mais criativo". Na GE, por considerar este fato, Jack Welch estabeleceu mecanismos que garantiriam a autonomia dos funcionários de menor escalão (contratou universitários sem vinculo hierarquico com a empresa). É preciso ser realista sem ser pessimista!

Agora temos que reconhecer que em termos de remuneração os caras jogam alto! São realmente 5% do faturamento das vendas por um ano??? Cara é uma boa grana heim!

O que é Workout de Jack Welch: práticas da GE (General Eletric)

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No post anterior eu coloquei um link complesto sobre o que é workout. De fato, busquei alguma referência em português e nada encontrei! Então resolvi fazer a tradução daquele link em pdf. Mas, esta muito desorganizado! O cara que fez precisa aplicar o workout nele mesmo! Muito desorganizado! Então fiz um apanhado geral aqui fortemente apoiado no Google Traductor...rs



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A GE é uma das mais bem sucedidas empresas do mundo, com as empresas variando de motores a jacto lâmpadas de cartões de crédito. E todos os dias, milhares de pessoas a GE enfrentam os mesmos problemas que enfrentam todos os outros negócios em todo o mundo.

Qual a melhor forma de entregar produtos e serviços aos nossos clientes? Como podemos melhorar a nossa margem? Como é que permanecer à frente da concorrência? Como podemos nós fazer o melhor uso da tecnologia? Como é que passamos rapidamente a novas oportunidades?
A GE não tem todas as respostas a estas perguntas, mas ele possui uma soberba processo para enfrentar cada desafio - rapidamente, simplesmente, e com o envolvimento das pessoas que irão realizar a decisão. Esse processo é chamado de "Work-Out", porque se destina a obter trabalho improdutivo fora do sistema. A nossa discussão de Trabalho-Out é segredo para tornar o trabalho-Out para saldar a longo prazo, criando nova liderança e uma nova cultura. 1. O QUE É TRABALHO-OUT?

Work-Out é um simples, direto metodologia para corte burocracia e resolvendo problemas rapidamente. O seu gênio reside em aproveitar a inteligência dos trabalhadores mais próximo a um problema.

O problema pode ser de quase qualquer tipo. Work-Out foi a primeira utilização da GE para a colheita de baixo enforcamento de frutas excessivamente burocráticas, reduzindo as reuniões, relatórios, bem como o número de aprovações necessárias para tomar uma decisão. Também pode ser utilizada em reduzir para metade processo vezes em vista o desenvolvimento dos produtos à entrada, ao empregado comunicações, e muito mais.

Ou, Work-Out pode ser usado para trazer os seus funcionários, juntamente com os clientes ou fornecedores para desenvolver formas inovadoras de fazer negócios juntos. Não importa o que o desafio do processo permanece o mesmo com quatro etapas básicas: 1. Congregar as pessoas que conheço melhor as questões 2. Desafio-os a desenvolvido soluções criativas. 3. Faça sim ou não as decisões sobre as soluções imediatamente em um fórum público. 4. Capacitar as pessoas para levar a cabo as soluções.


Por exemplo, um dos primeiros work-out a GE Capital centrada na procura e se livrar dos processos que chegam na forma de fazer negócios e de servir os clientes. Após a introdução pelo Chief Financial Officer e de um consultor externo, 40 pessoas de diversas empresas e funções na GE Capital rompeu em pequenos grupos e começou brainstorming.

Que procedimentos não faz sentido perder tempo Onde foram eles? Que atividades acrescentado o valor mínimo? O CFO esperar muito pouco para vir para fora da discussão. GE Capital foi um dos mais rápidos da empresa-em movimento, menos burocrática unidades. A GEera uma velha empresa cansada com 100 anos de procedimentos desatualizados.

Mas, para seu espanto, os participantes preencheram inúmeras páginas com notas sobre áreas que precisavam de ser melhorados. Os facilitadores do FC pediu para sair e, em seguida, o grupo dividiu as idéias em três temas: custo, aprovações e reembolsos; materiais de compra, e lidar análise e aprovações.


Os participantes divididos em três grupos de trabalho sobre cada assunto. Eles gastou o resto da o dia selecionando as idéias que tinham um valor prosseguem, na estimativa de quanto dinheiro o tempo da mudança permitiria poupar. No dia seguinte, os três grupos se reuniram para debater as suas recomendações. Depois do almoço, o CFO devolvidos, juntamente com vários altos dirigentes da GE Capital. Por várias horas, todos os 40 participantes falaram através das idéias, uma de cada vez, em uma "Cidade Assembléia. Após cada idéia foi discutido o CFO d há para dizer" sim "ou" não "imediatamente. Como resultado deste workout, dividido em sete partes:
Seção 1 descreve o processo e os benefícios que ela proporciona.

• Seção 2 ajuda a preparar para o normal ceticismo e resistência a mudança que está certo de que surjam.

• Seção 3 dá uma panorâmica do workout processo e sobre a forma de um plano

• Secção 4 abrange as cinco etapas básicas na condução de um Work-Out.

• Secção 5 abrange os quatro elementos básicos de uma implementação bem sucedida.

• Seção 6 mostra-lhe como personalizar Work-Out para atender ao da sua organização necessidades operacionais.

E a Seção 7 trata de disseminar o processo por toda a empresa!


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Porque Gestão de Pessoas: o mercado exige inovação organizacional

Continuando aquela matéria da Revista Exame de 2005 sobre gestão de pessoas. Uma matéria para lá de ótima! Excelente! Seguindo a matéria o autor vai responder o porque da corrida súbita (digo entre aspas) das empresas para estabelecer processos de inovação de gestão organizacional. A resposta é simples:

“O fator acelerado dos lançamentos. Ainda ontem um modelo de automóvel demorava quatro anos para vir a luz. Hoje, leva metade deste tempo. Devido a essas constatações, duas questões se tornam primordiais atualmente no mundo dos negócios. Questão número 1: como transformar uma empresa, como todos os seus mecanismos de planejamento e controle, num ambiente realmente inovador? Questão número 2: como garantir que as inovações geradas façam sucesso no mercado e tragam resultados financeiros” (Revista Exame, 2005/11/23).

A velocidade de lançamentos caiu pela metade! Isso significa que no mínimo o avanço nos processos de Gestão de Pessoas deveriam ter avançado duas vezes mais para se manter o “empate técnico”. Todos que lidam com organizações (eu agora estou entrando neste mundo na prática) sabem que as empresas avançaram, mas ainda falta gerar um processo interno. No início desta mobilização para melhorar o processo de qualificação do pessoal interno as empresas recorreram a cursos universitários, MBA, Ensino a Distância (EAD), Avaliação de Performance, Educação Corporativa e cursos de Gestão de RH.

Claro que estas iniciativas foram válidas e ainda são! Mas, elas ainda são ações impessoais (ou im – empresariais). Ou seja, mesmo que você manda um jovem super talentoso para fazer um MBA em Gestão de Pessoas (Educação Corporativa) ele vai aprender um padrão (ou um case) sobre o tema. O grande desafio é ele desenvolver um olhar de mercado para sua organização empresarial. E ai entra o grande desafio das organizações hoje como bem afirma a reportagem:

“Nenhum executivo questiona o valor da inovação afirma Victor Fernandes, diretor da empresa Monitor. O que a maioria das empresas não tem é uma estratégia clara de como usar a inovação como motor de crescimento”

Por que não conseguem desenvolver essa estratégia? Simples, porque terceirizam todo o processo de aprendizagem através do envio de seus colaboradores (ou funcionários) para cursos de MBA ou Gestão Organizacional fora do ambiente da empresa. Sem um processo de aprendizagem interno não tem como desenvolver uma estratégia consistente.

Acha que não é possível? Então você tem que ler o livro do “Jack Definitivo: segredos do executivo do século”. Sim Jack Welch é o famoso Jack Nêutron. É aquele executivo da General Eletric (GE) que quadruplicou o faturamento da empresa e a transformou em um símbolo de inovação. Dê uma olhada no livro:

http://www.planetanews.com/produto/L/19537/jack-definitivo--segredos-do-executivo-do-seculo-jack-welch.html

Se alguém tiver o livro em casa favor entrar em contato para gente estudar alguns pontos o do workout. Não sabe o que é workout então dê uma avançada no seu inglês intermediário:

http://www.developingpeople-business.com/workout.html

Só tenho referencias em inglês! Tem um pdf interessante também!

http://www.gubing.com/wbl/books/GE%20Workout.pdf

Esse eu acho que vou traduzir!

4 de ago. de 2008

Gestão de Pessoas: inovação na gestão organizacional

Eu gosto muito de ler revistas especializadas. Leio pelo menos uma dezena delas durante a semana. Graças a Deus estudo em uma faculdade que é exemplo de organização em termos de biblioteca. Tenho tudo que preciso sempre a mão! Pena que essa lei de Xerox acabou reduzindo a minha capacidade de armazenamento, pois agora penas posso ler e não tenho acesso ao material.

Alias, quero fazer um apelo aos meus leitores! Quem ai puder colaborar com a Radioblogtv fazendo uma assinatura da Revista Exame será muito bem vindo! OU pessoa física ou pessoa jurídica! Vou fazer propaganda da empresa no meu Blog! Rs. Mas, falemos do artigo que saiu na Revista Exame em 2005. Foi um artigo muito bom intitulado “Inovação: como transformar idéias em lucros”. Em muitos casos os artigos são muito pouco explorados por conta da correria do dia a dia. Mas, façamos diferente aqui no Blog da Radioblogtv!
Neste artigo se narrava 6 características de toda a empresa inovadora. Eis que vamos narrar estas características porque são muito úteis as pessoas que buscam desenvolver uma cultura de Gestão de Pessoas. A cada característifica vou fazer uma pequena observação crítica. Mas, para você que trabalha com Gestão de Pessoas ela vai parecer uma narrativa de fatos reais, não uma critica propriamente dita! Vamos a elas:

1)Tem uma cultura que a apóia a criatividade

A inovação é encarada como estratégica. Todos estão comprometidos e contam com o apoio da alta direção para ousar.

Obs: Claro que este “apoio da alta direção” é quase uma metáfora na atual realidade brasileira e talvez até global. Posso falar apenas do que vi nas empresas nacionais. É raridade ver uma empresa que apóia a tal criatividade. A maioria esta ocupada com aspectos operacionais do dia a dia e não tem tempo para isso. Talvez uma reunião de RH de vez enquanto ou uma apresentação de powerpoint. Isto é o mais comum! Mas, creio que com a demanda de fusões e a entrada de novos players o cenário de Gestão de Pessoas venha a predominar;

2) entendem o mercado e o consumidor
Valem-se de pesquisas convencionais e não convencionais para extrair conhecimento sobre as motivações dos consumidores, o que lhes permite antecipar-se a concorrência
Obs: Olha este aspecto das pesquisas são um caso sério no Brasil. A maioria das empresas simplesmente encomenda pesquisas. São raros os exemplos de empresas nacionais que tem uma cultura de debater seus produtos (e expectativas destes) com os empregados e colaboradores. Muitos destes funcionários (de médio e baixo escalão) se quer sabe como funciona o sistema capitalista, um mercado de ações, os investimentos, redes de distribuição, concorrentes etc. Deveria haver um curso para formar os funcionários a fim de que estes tivessem realmente dimensão do que é uma empresa e do que é a empresa em que eles trabalham. Ai choveriam de sugestões e inovações! Quem estiver interessado eu tenho um curso deste montado! Fala desde o funcionamento básico do capitalismo até o mercado de Capitais! Olha eu vendendo meu PEIXE...rs

3) Mobilizam equipes
Usando farta comunicação, conseguem mobilizar funcionários de diferentes áreas para gerar idéias que se transformem em novos e lucrativos negócios.
Obs: O fator equipes é muito positivo no Brasil. Nós temos uma cultura muito engajada em termos sociais. Olha é só você ver a espontaneidade do brasileiro no futebol e ver as outras nações! Nisto nós somos muito bons! Falta algumas coisas para ajustar, mas no geral sou otimista neste aspecto!

4) Cultivam clima de liberdade
Os funcionários podem expressar livremente suas opiniões a respeito de novos projetos. Em vez de punições, os erros geram aprendizado

Obs: Aqui no Brasil isso é piada. E também em outras partes do mundo! A hierarquia é uma coisa muito preciosa para as empresas. Todos falam de administração horizontal sem barreiras, mas a realidade é outra. É só ver o caso de Ken Kutaragi o famoso arquiteto do PlayStation. Por anos esse brilhante engenheiro tentou levar a cabo sua proposta de convencer a Sony a investir em videogames. A empresa só atendeu seu pedido quando estava a beira de uma crise sem precedentes. O resultado? Veja a matéria:

Conhecido como "o pai do PlayStation", Kutaragi, 56, exerceu papel crucial na invenção do console de videogames da Sony, em 1994, e na do PlayStation 2, em 2000. Conhecido como ovelha negra na empresa, ele contrariou o consenso e fez dos videogames uma das maiores fontes de renda do grupo, mas recentemente vinha perdendo prestígio. A Sony vendeu mais de 200 milhões de unidades de seus consoles em todo o mundo, embora o PlayStation 3 tenha apresentado desempenho inferior ao esperado diante Xbox 360, da Microsfot, e do Wii, da Nitendo Co. Ltd, desde que foi lançado, no ano passado, para disputar a liderança no mercado mundial de videogames, que movimenta 30 bilhões de dólares anuais

Conhecido como “a ovelha negra”. Porque? Porque se opunha a opinião predominante na Sony que queria fazer walkman na era do Ipod. Estamos falando de uma Sony! Que em tese é uma super empresa estruturada e vencedora! Leia a matéria completa no Globo:
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2007/04/27/295536623.asp

5 – Avaliam resultados

Estabelecem métricas claras tanto para avaliar o retorno financeiro das inovações como recompensar os membros das equipes responsáveis por projetos bem sucedidos.

Obs: agora isso as empresa nacionais fazem bem: cobrar resultados e avaliar retornos financeiros. Agora tem algumas que já tem avançado muito na idéia de recompensa financeira a projetos bem sucedidos! Isso é verdade!

6 – Derrubam muros

Algumas das empresas mais inovadoras estenderam seus processos de desenvolvimento de novos produtos também a fornecedores.
Obs: Gosto muito de ler Pequenas Empresas Grandes Negócios e fico muito empolgado como as médias e pequenas empresas são ágeis em fazer isso. Por conta do custo operacional que elas tem (ou que não conseguem ter) elas procuram sempre criar novas formas de parcerias que excluam o pagamento em espécie e isso traz novas parcerias e novas redes. Também podemos ver isso claramente na internet! O Google é campeão em fazer esta quebra de "barreiras" e auferir lucro com isso! O capitalismo sistêmico é uma realidade dos dias de internet!

Os sete indicativos são muito bons para se ter um paramêtro do que é o contexto de negócios e corporações no Brasil. É preciso que o pessoal de RH seja muito empreendedor neste novo contexto de mercado nacional. Um processo de aprendizagem, mudança organizacional, palestras, cursos de extensão, formação, MBA e outros "adereços" podem estar comprometidos pela falta de um destes sete itens...



Mais artigos, mais tarde....rs

Gestão de Pessoas Chiavenato: resenha resumo capítulo I

Acesse todas as aulas no formato de vídeo aula no nosso novo site:



Como todos sabem um dos temas do meu Blog é Gestão de Pessoas. Entendo que este tema é fundamental tanto para a área de empreendedorismo e para corporações tanto quanto é importante para a área de educação e gestão educacional. Alias, a vanguarda destas ações deveria ser das escolas e universidades antes que das empresas e corporações multinacionais. Mas, enfim, vamos ao tema.

A cada semana foi publicar uma resenha-resumo do livro do Idalberto Chiavenato chamado "Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações". Esta semana vou começar com a Parte I que tem como título “Os novos desafios da Gestão de Pessoas”. Como vocês devem saber o livro do Chiavenato tem 455 páginas. Ou seja, é um calhamaço enorme! Hoje vou falar sobre o Capítulo I: “Introdução a moderna gestão de pessoas”.




Aula 1 - Introdução a Moderna Gestão de Pessoas - Chiavenato — Presentation Transcript 1. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato Ubiratan Carlos Machado Editor e professor da Radioblogtv Aula 01 Contato para Palestras: celular (011) 8489 8036 TIM Meu blog: http://ubiratangeo.blogspot.com/ 2. Palestra Gestão de Pessoas Introdução a moderna gestão de pessoas - ChiavenatoFocalizar no negócio da empresa Reforçar as atividades estratégicas Alienar algumas atividades burocráticas e operacionaisCaso Introdutório: o DRH da Brasil Cosmopolita 3. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - ChiavenatoO contexto da Gestão de Pessoas: o alvo certo 4. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato Gestão de Pessoas: organizações e pessoas 5. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato Objetivos Organizacionais versus objetivos pessoais 6. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato As pessoas como parceiros da organização 7. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - ChiavenatoParceiros da organização Contribuem com: Esperam retorno de: Acionistas e Capital de Risco, Lucros e dividendos, valor Investidores Investimentos agregado Empregados Trabalho, esforço, conhecimentos Salários, benefícios, retribuições e e habilidades satisfações Fornecedores Matérias primas, serviços, Lucros e novos negócios insumos básicos, tecnologias Clientes e consumidores Compras e aquisição dos bens e Qualidade, preço, satisfação e serviços valor agregadoAs pessoas esperam, as organizações fornecem 8. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato Pessoas como Recursos Pessoas como parceiros Empregados em cargos isolados Colaboradores agrupados em equipes Horário rigidamente estabelecido Metas negociadas e compartilhadas Preocupação com normas e regras Preocupação com resultados Subordinação ao chefe Atendimento e satisfação do cliente Fidelidade a organização Vinculação à missão e à visão Dependência da chefia Interdependência entre colegas e equipes Alienação em relação a organização Participação e comprometimento Ênfase na especialização Ênfase na ética e na responsabilidade Executoras de Tarefas Fornecedoras de atividade Ênfase nas destrezas manuais Ênfase no conhecimento Mão de obra Inteligência e talento Pessoas Recursos versus Pessoas Parceiros 9. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - ChiavenatoRecursos Humanos versus Gestão de Pessoas 10. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato Ajudar a organização a alcançar seus objetivos e realizar sua missão Proporcionar competitividade à organizaçãoProporcionar a organização empregados bem treinados e bem motivados Objetivos da Gestão de Pessoas 11. Palestra Gestão de Pessoas Introdução a moderna gestão de pessoas - ChiavenatoAumentar a auto-realização e a satisfação dos empregados no trabalhoDesenvolver e manter a qualidade de vida no trabalho Administrar a mudançaManter políticas éticas e comportamento socialmente responsável Objetivos da Gestão de Pessoas 12. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato Quem deve trabalhar na organização Agregando -Recrutamento de pessoal pessoas - seleção de pessoal O que as pessoas deverão fazer: Aplicando -Desenhos de cargos pessoas - Avaliação de desempenho Como recompensar as pessoas Recompensando - Recompensas e remuneraçãoModerna pessoas - Benefícios e serviços Gestão Como desenvolver pessoas de Desenvolvendo -Treinamento e desenvolvimento - Programa de mudançasPessoas pessoas -Programa de comunicações Como manter pessoas no trabalho: Mantendo - Treinamento e Desenvolvimento pessoas - Programa de mudanças -Programa de comunicações Como saber o que fazem e o que são Monitorando - sistema de informação gerencial pessoas - Banco de dados Os seis processos de Gestão de Pessoas 13. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato O capital intelectual é o ativo mais valioso 14. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - Chiavenato Empregabilidade em tempos de crise 15. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - ChiavenatoARH como responsabilidade de linha e função de Staff 16. Palestra Gestão de PessoasIntrodução a moderna gestão de pessoas - ChiavenatoConflitos entre linha e Staff: especialistas x gerentes