Capítulo 4 - Categorias Tradicionais,
Categorias Atuais
1 - A região
A região é uma das categorias de análise mais bem
alicerçadas de desenvolvidas da geografia. A região não deixou de existir e
muito menos perdeu sua importância dentro do escopo da geografia, no entanto o
seu significado conceitual mudou radicalmente. Hoje não existe mais região
“isolada” ou “autoôma”: “as
crescentes relações com áreas cada vez mais distantes suprimem as veleidades de
autonomia. Não há, pois, como considerar a região como autônoma” (pg 46).
Isso se deve, novamente, ao crescente ritmo da mundialização da produção que
ganhar ritmo sempre por meio da ciência e das novas técnicas de produção
capitalista. Agora “estudar
a região significa penetrar num mar de relações, formas, funções, organizações,
estruturas etc, com seus mais distintos níveis de interação e contradição” (pg
46)
A região e o lugar se tornam importantes porque eles
são o locus de intervenção das grandes forças globais para obter sua
“mais-valia” (lucro) em razão direta das suas “especificidades”
(singularidades, características únicas). Neste momento o conceito de espaço
geográfico ganha vida através das coisas (questões materiais) e da vida
(questões humanas) que conjugadas produzem um efeito que difere de lugar para
lugar “para compreensão da
realidade global é indispensável o entendimento do que é a vida nas diferentes
regiões; seus funcionamentos específicos, de suas espacializações, de suas
relações, enfim do seu arranjo particular sempre em movimento” (pag 47)
A análise do conjunto destas relações entre o local e
o global que dá vida ao conceito de espaço geográfico e esse por sua vez
depende das relações locais e regional.
2 - Circuitos Espaciais de produção
As relações espaciais hoje se dão por meio da lógica
da produtividade capitalista, ou seja, o lucro. Por conta disso as noções tradicionais
de relação cidade-campo ou de circuitos regionais devem ser revistas. A cidade
de São Paulo, por exemplo, “importa” hortaliças primordialmente do Estado de
Minas Gerais (apesar de ter regiões de plantio dentro do Estado de São Paulo)
por conta de melhores contratos de preço, distribuição e contratos. A lógica do
“maior lucro” supera a lógica da “proximidade” neste caso e em muitos outros
exemplos. Os sistemas de informação criar um mercado “em tempo real” onde o
comprador sabe exatamente onde esta a produção e em que condições ela se
encontra e sempre opta pelo maior “lucro” e não leva em conta a dinâmica de
desenvolvimento de um Estado em relação ao outro e o consumidor, por sua vez,
esta alienado destas relações. Poderíamos citar o caso dos pescados asiáticos
também como referência...
3 - Especializações produtivas e aumento
da circulação
Os novos sistemas de comunicação criaram um “mercado
potencial” onde todos podem oferecer suas “especialidades”. Partindo desta
premissa as regiões estão se “especializando” em determinadas funções ou
produtos (Holambra - cidade das flores; Franca - cidade dos calçados etc). Os
sistemas de transporte (cada vez mais rápidos) permitem que esse
“especialização” ganhes novas dimensões.
Antes desta revolução espacial as regiões (cidades)
procuravam produzir tudo o que consumiam (buscavam autonomia), mas hoje elas
fazem o caminho inverso. Elas só querem produzir os produtos no qual elas são
“experts”. Da autarquia e independência passou-se para uma relação de
dependência e e interdependência. O lugar e a região que pareciam ser “opacos”,
“sem dinâmica” e “provincianos” ganharam ares de mundialização devido ao
aprofundamento deste processo. Então “vale,
então, a pena retomar o debate sobre se a geografia seria então uma ciência dos
lugares como há quse um século já nos dizia Vidal de La Blache” (pag 52)
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