18 de nov. de 2019

Livro A Condição Pós-Moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança c...

Parte I – Passagem da modernidade à pós-modernidade na cultura contemporânea

A cidade, no início do século XX, era vista como uma “extensão do campo” e como tal iria se desenvolver seguindo as “formas naturais” que já eram conhecidas da vida comunitária rural. Todavia, isso não se deu como se esperava (quem esperava? As classes dirigentes ou as classes subalternas?) e é no livro Soft City que Jonathan Raban aponta essa discrepância entre expectativa e realidade. Se por um lado não havia aquela espontaneidade e liberdade para criação de uma comunidade no estilo “rural” também não se poderia afirmar que a cidade era fruto exclusivo do totalitarismo racional das elites e das grandes corporações “a cidade, insiste Raban é um lugar demasiado complexo para ser disciplinada dessa forma” (pag 17)


A ascensão de movimentos hippies e da contracultura na década de 60 demonstrava essa clara “liberdade de resistência” das populações na cidade. A cidade era como um labirinto onde as pessoas tinham liberdade para “se formar” e “formar suas comunidades culturais” de forma muito mais livre do que no campo. No entanto, havia sim os riscos e perigos na espreita “Raban não achava que corria tudo bem na vida urbana. Demasiadas pessoas perdiam o rumo no labirinto e era fácil demais nos perder uns dos outros e de nós mesmos” (pag 17). A verdade é que a cidade era um grande teatro onde as pessoas poderiam “representar papeis” distintos ao seu bel prazer. De dia uma professora dedicada e a noite uma roqueira da pesada; de dia um administrador recatado à noite uma dragqueen ousada e por ai vai. 


A cidade era o palco perfeito para essas metamorfoses “a cidade é suave, acessível à estonteante e libidinosa variedade de vidas, de sonhos e de interpretações” (pag 18). No entanto, essa mesma “plasticidade” urbana que nos dá a “liberdade” calcada em estilos de vida também esconde o autoritarismo da moda que aponta “quais personalidades” são mais acessíveis, aceitas e cultuadas pelas pessoas criando assim “forças contrárias a liberdade humana” na medida em que dita literalmente o que é “bom e agradável” e “ruim e detestável”. Se o início as grandes cidades teve como base a modernidade (onde as grandes ideologias eram coletivas e fechadas e intransigentes no seu sentido absoluto e sem acordos conciliáveis: comunistas e capitalistas) a pós-modernidade da cidade soft não é assim “o pós-modernidade em contraste, privilegia a heterogeneidade e a diferença como forças libertadoras na redefinição do discurso cultural” (pag 18). 








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