27 de mar de 2013

Podcast 08 EDU – PBPF – Pais devem se portar como navegadores e não como guardas de transito no que se refere a orientação educacional dos filhos


Podcast 08 EDU – PBPF – Pais devem se portar como navegadores e não como guardas de transito no que se refere a orientação educacional dos filhos

"Bons pais corrigem falhas, pais brilhantes ensinam os filhos a pensar. Entre corrigir erros e ensinar a pensar existem mais mistérios do que imagina nossa vã psicologia. Não seja um perito em criticar comportamentos inadequados, seja um perito em fazer seus filhos refletirem. As velhas broncas e os conhecidos sermões definitivamente não funcionam, só desgastam a relação. Quando você abre a boca para repetir as mesmas coisas, detona um gatilho inconsciente que abre determinados arquivos da memória que contêm as velhas críticas. Seus filhos já saberão tudo o que você vai dizer. Eles se armarão e se defenderão. Conseqüentemente, o que você disser não ecoará dentro deles, não gerará um momento educacional. Este processo é inconsciente." 

A relação de pais e filhos é permeada por potenciais conflitos. Estamos sempre a beira de uma ruptura conceitual (não emotiva, mas sim de ideias e conceitos) que se não trabalhada de maneira correta pode levar sim a uma ruptura afetiva (como acontece em muitos casos). Temos a tarefa de orientar e corrigir comportamentos, mas muitos pais falam tais palavras, mas na prática realizam constatação e sermonização do problema. A palavra é nova, mas a prática é antiga. Constato o mau comportamento do melhor filho e faço uma dissertação de doutorado sobre o evento (para constatar). Depois de tê-lo convencido do fato elaboro um pós-doutorado sobre o tema em questão (para justificar a constatação). É redundância pura. Muitos pais gostam disso, aumenta a auto-estima. Infla o ego. Nós dá uma idéia de superioridade, mas é uma falsa idéia.

O objetivo não deve ser o de “ter razão”, mas sim o de “orientar” para o caminho certo. Daí precisamos falar sobre como chegamos ao ponto do “erro” e como “não chegar” a esse ponto novamente. Isso é ensinar a pensar sobre as causas e consequências dos nossos erros. Alguns filhos tem mais facilidade de reconhecer as causas, mas não sabem medir as consequências. Outros medem as consequências, mas não sabem lidar com as causas. E também varia de caso para caso, varia de intensidade e de circunstancias etc. O importante é sabermos pensar junto com eles seja nas suas fraquezas seja nas suas qualidades. É auxiliar na navegação e não multar com rigor...

Vamos falar mais sobre isso no podcast... 



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