16 de jun. de 2011

Pensamento Sistêmico em sala de aula: para dinamizar o conteúdo é preciso dinamizar as relações

Pensamento Sistêmico em sala de aula:  para dinamizar o conteúdo é preciso dinamizar as relações

Temos tido muitas discussões a respeito de como aumentar nossa eficiência em sala de aula. Eu sempre bato na mesma tecla: estamos muito focados no conteúdo (fins) e não nos atentamos para as relações (os meios). Temos que deixar um pouco nosso “maquiavelismo” de lado e passarmos a pensar as coisas mais sistemicamente (não é sistematicamente é sistemicamente). Lembrando somente um trecho do livro de Fritjof Capra (A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos):

O bioquímico Lawrence Henderson foi influente no seu pioneirismo do termo “sistema” para denotar tanto organismos vivos como sistemas sociais. Dessa época em diante, um sistema passou a significar um todo integrado cujas propriedades essenciais surgem entre suas partes, e “pensamento sistêmico”, a compreensão de um fenômeno dentro do contexto de um todo maior. Esse, é de fato, o significado da palavra “sistema” que deriva do grego synhistanai (colocar junto). Entender as coisas sistemicamente significa, literalmente, colocá-las dentro de um contexto, estabelecer a natureza de suas relações. (A teia da vida, página 38)

Se entendermos a sala de aula como um sistema e entendendo que nós professores deveríamos aperfeiçoá-lo então deveríamos efetivamente estar promovendo um ritmo dinâmico para esse sistema (fazê-lo rodar mais rápido e melhor)  através da integração de suas partes (as partes do sistema da sala de aula são obviamente os alunos), mas o que fazemos? Simplesmente emperramos o sistema. Procuramos separar os alunos para que o conteúdo possa ser ministrado de forma mais “adequada”. Só que o efeito é o contrário. Quanto mais pedimos silêncio mais eles falam! Quanto mais pedimos ordem mais desordem eles fazem! Quanto mais pedimos empenho e atenção no conteúdo, mais desatenção e inércia temos! Quanto mais pedimos motivação mais desanimo temos!

Precisamos investir nas relações entre eles para dinamizar o sistema e assim conseguir sua finalidade (conteúdo, eles precisam aprender conteúdo). Se você acha que isso não funciona de uma boa olhada para os alunos na hora do intervalo onde as relações são “livres”. Neste momento é o auge do aprendizado no ambiente escolar! Pena é que geralmente esse conteúdo (que é dinâmico e eles aprendem com motivação extrema) não é o que vai gerar ganho de eficiência para eles na sua vida! Pensemos nisso! 


Livro Como fazer amigos e influenciar pessoas: o que é mais eficiente crítica ou elogio?

Livro Como fazer amigos e influenciar pessoas:  o que é mais eficiente crítica ou elogio?

Skinner, o mundialmente famoso psicólogo, através dos seus experimentos, demonstrou que um animal que é recompensando por um bom comportamento aprenderá com maior rapidez e reterá o conteúdo aprendido com maior habilidade do que um animal que é castigado por mau comportamento. Estudos recentes mostram que o mesmo se aplica ao homem. Através da crítica não operamos mudanças duradouras e conseqüentemente ocorre o ressentimento. O ressentimento que as críticas geram podem desmoralizar os empregados, membros da família e os amigos, e ainda assim não melhorar a situação que tem-se condenado.  


Leitura do Livro: A cabeça de Steve Jobs – o contexto social como elemento determinante

Leitura do Livro: A cabeça de Steve Jobs – o contexto social como elemento determinante

Microsoft versus Apple: o contexto social e tecnológico a favor de um e de outro

O local de trabalho foi a muito revolucionado pelos computadores, e este domínio é da Microsoft. Não há como Apple lhe arrancar o controle. Mas, o mercado de usuários domésticos é outra questão. O entretenimento e a comunicação estão se tornando digitais. As pessoas estão se comunicando por telefones celulares, mensagens instantâneas e e-mails, enquanto a música e o cinema estão cada vez mais distribuídos pela rede. Jobs esta em uma boa posição para ser o grande vencedor. Todos os traços, todos os instintos que o tornaram inadequado ao mundo empresarial são perfeitos para o mundo da eletrônica e do consumo. Sua obsessão pelo desenho industrial, seu domínio da publicidade e sua insistência em arquitetar com perfeição as experiências do usuário são cruciais para vender tecnologia as massas.