Livro: A condição pós-moderna: uma
pesquisa sobre as origens da mudança cultural
Autor: David Harvey
Editora: Loyola, 2008
3 – Pós-Modernismo
Os ideais da modernidade (individualismo, antropocentrismo e
construção) solaparam os ideais predominantes na Idade Média (coletivo,
teocentrismo, devoção) e buscaram construir um mundo “sem Deus”. O próprio
homem seria o regente do mundo e faria seu novo cenário segundo a sua própria
imagem. No entanto, esse primeiro rascunho não saiu nada parecido com a expectativa
que se tinha no início da Idade Moderna. Ao invés de se deparar com uma imagem
de progresso que lhes gerasse orgulho, altivez e perspectiva de futuro os
homens se depararam com vergonha, medo e falta de perspectiva. Das Guerras
Mundiais, ao nazismo, comunismo e Holocausto Nuclear o homem deu-se conta que a
evolução das espécies não era ininterrupta e que a ciência e a tecnologia eram
limitadas quando se tratava da transformação da natureza humana. Seus sentidos
se tornaram confusos, ambíguos, contraditórios e desejos de se expressar na forma
da crise de identidade que estava vivenciando...
A modernidade assumiu sua característica de efêmera e transitória
como forma inevitável de se contrapor aos valores medievais, mas a
pós-modernidade fez delas a sua bandeira de atuação social “o que parece ser o
fato mais espantoso sobre a pós-modernidade: sua total aceitação do efêmero, do
fragmentário, do descontínuo e do caótico que formavam a metade do conceito baudelairiano
de modernidade” (pag 49). A modernidade aceitava a efemeridade e sua característica
transitória como um efeito colateral de quem tinha que se opor ao Eterno Deus,
mas a pós-modernidade as toma como bandeira e um ideal a ser procurado. Nada
deve ser absoluta na sociedade!! Tudo que é absoluto e imutável é imediatamente
identificado como fascismo e totalitarismo de forma que o fragmentado é o valor
ideal.
O mundo deve ser plural de agora em diante “aceitar a fragmentação, o pluralismo e a autenticidade de outras
vozes de outros mundos traz o agudo problema da comunicação e dos meios de
exercer o poder através do comando” (pag 54). Cada fração da sociedade deve construir seus
valores e símbolos que lhes servem de base para se comunicar com seus “membros”.
Cada “tribo” tem, desta forma, sua própria forma de comunicação. A fragmentação
torna-se realidade através das diversas formas de comunicação. Uma mesma língua
pode ter diversas formas de representação não somente social, mas de grupos
culturais. Nada mais deve ser uno “como insistem os pós-modernistas não
podemos aspirar a nenhuma representação unificada do mundo nem o retratar como
uma totalidade” (pag 55).
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