A existência de bancos regionais, como bem explicitou o professor, aumentava a possibilidade de produtividade de cada região e cada local na medida em que estavam em consonância com as necessidades locais. Apesar de serem limitados a região estes bancos supriam as necessidades da região. Ninguém que more ou dependa desta “visão regional” de crédito entenderia porque trocar um Banco Regional por um Banco Nacional ou internacional. As redes (como o exemplo das redes bancárias), nos possibilitam compreender a lógica do global que cria impactos sobre a localidade. Como bem afirma Milton Santos: “as redes são incompreensíveis se apenas as enxergássemos a partir de suas manifestações locais ou regionais. Mas, estas são também indispensáveis para entender como trabalham as redes à escala do mundo” (Santos, 1995, p.215)
Neste case dado pelo professor Fabio Contel – ESPM/USP pudemos constatar como as redes (que concregregam objetos técnicos – agencias bancárias – e sistemas de ações – processo de concentração bancária para reduzir preços em escala) tem impacto na localidade. Um movimento iniciando aqui em Osasco (pelo Bradesco) ou na Coréia (HSBC) tem impactos na cidade de Cabrobó da Paraíba do Extremo Sul. Pudemos constatar, através de dados e fatos como também através de um método de análise geográfica – o que o professor Milton Santos afirmava: “as redes são um veículo de um movimento dialético que, de uma parte, opõe o Mundo ao território e ao lugar, e de outra parte, confronta o lugar ao território tomado como um todo” (Santos, 1995, p.215).
Tivemos a oportunidade de entender como os interesses de um município interiorano da Paraíba podem entrar em choque com a praça financeira globalizada da Bolsa de Londres constatando que onde a rede chega o poder globalizado também atua: “a existência de redes é inseparável da questão do poder” (Santos, 1995, p.215).

