10 – Da política dos Estados à política das empresas
Todos sabemos que um dos grandes agentes da construção das
sociedades modernas é a figura do Estado. Este é que organiza basicamente a
economia e a cultura em uma dada porção de terra chamada território. O Estado
conferia, com base nos recursos naturais disponíveis em cada porção
territorial, uma identidade cultural, política e social para os povos que ali
residiam “todas as manifestações essenciais de sua existência,
os moradores pertenciam aquilo que lhes pertenciam, isto é, o território. Isso
criava um sentido de identidade entre as pessoas e seus espaços geográficos,
que lhes atribuía uma função de produção necessária a sobrevivência do grupo
uma noção particular de limites, acarretamento, paralelamente a
compartimentação do espaço o que também produzia uma ideia de domínio” (pag
62).
Nós já vimos que na medida em que os sistemas técnicos fora
evoluindo de sociedade para sociedade a capacidade desta de se adaptar as
contingencia locais cresceu de maneira diferenciada de região para região. Em
paralelo a esse crescimento regional um conjunto de técnicas capitalistas cresceu
na forma de “integrar” diversas técnicas locais em técnicas globais. Se a
evolução das técnicas locais e regionais estava associada a cada território e a
cada população local as técnicas globais eram justamente o contrário: “a globalização marca um momento de ruptura nesse processo de evolução
social e moral que vinha se fazendo nos séculos precedentes. A globalização
mata a noção de solidariedade, devolve o homem a condição primitiva de cada um
por si como se voltássemos a ser animais da selva, reduz as noções de
moralidade pública e particular a quase nada” (pag 65)
Resenha completa 23 páginas:

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Acesse meu site e tenha acesso a todo contéudo completo exposto aqui no site: www.geografiaonline.com.br