11 de nov. de 2019

Por uma outra globalização: 10 – Da política dos Estados à política das empresas


10 – Da política dos Estados à política das empresas

Todos sabemos que um dos grandes agentes da construção das sociedades modernas é a figura do Estado. Este é que organiza basicamente a economia e a cultura em uma dada porção de terra chamada território. O Estado conferia, com base nos recursos naturais disponíveis em cada porção territorial, uma identidade cultural, política e social para os povos que ali residiam “todas as manifestações essenciais de sua existência, os moradores pertenciam aquilo que lhes pertenciam, isto é, o território. Isso criava um sentido de identidade entre as pessoas e seus espaços geográficos, que lhes atribuía uma função de produção necessária a sobrevivência do grupo uma noção particular de limites, acarretamento, paralelamente a compartimentação do espaço o que também produzia uma ideia de domínio” (pag 62). 

Nós já vimos que na medida em que os sistemas técnicos fora evoluindo de sociedade para sociedade a capacidade desta de se adaptar as contingencia locais cresceu de maneira diferenciada de região para região. Em paralelo a esse crescimento regional um conjunto de técnicas capitalistas cresceu na forma de “integrar” diversas técnicas locais em técnicas globais. Se a evolução das técnicas locais e regionais estava associada a cada território e a cada população local as técnicas globais eram justamente o contrário: “a globalização marca um momento de ruptura nesse processo de evolução social e moral que vinha se fazendo nos séculos precedentes. A globalização mata a noção de solidariedade, devolve o homem a condição primitiva de cada um por si como se voltássemos a ser animais da selva, reduz as noções de moralidade pública e particular a quase nada” (pag 65)





Resenha completa 23 páginas: 

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